CPT - Centro de Produções Técnicas

A Vigor Alimentos, que divulgou seu balanço do primeiro trimestre de 2015 ao mercado, deve investir cerca de R$ 100 milhões este ano, sendo a maior parte desse montante na conclusão da unidade de Barra do Piraí (RJ). Sua conclusão demandará cerca de R$ 70 milhões, de acordo com o CEO da Vigor, Gilberto Xandó. A planta foi cedida em comodato à Vigor pelo governo fluminense em junho de 2014 depois que a BRF desistiu do projeto. Os outros R$ 30 milhões serão utilizados em melhorias nas demais plantas da Vigor, dentro da estratégia para a empresa “continuar crescendo nos segmentos de valor agregado”, disse o executivo em teleconferência com analistas para comentar os resultados. De acordo com o CFO da Vigor, Victor Machado, a empresa conta com uma linha de crédito do BNDES, de cerca de R$ 112 milhões, para tais investimentos. A previsão da Vigor é colocar a unidade fluminense em operação no segundo semestre para atender os mercados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito. Na unidade serão produzidos itens refrigerados, leite longa vida. A empresa informou que teve lucro líquido consolidado ajustado de R$ 29,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, 11,4% acima de igual intervalo de 2014. A margem líquida foi de 2,7% no período, acima dos 2,6% de um ano antes. A receita líquida consolidada da Vigor no período somou R$ 1,077 bilhão, alta de 5,8% sobre os R$ 1,019 bilhão de igual intervalo de 2014. Os dados consolidados incluem os resultados da Itambé, na qual a Vigor tem fatia de 50% do capital. Considerando só os resultados da controladora, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 18 milhões no trimestre, aumento de 31% na mesma comparação. A receita líquida avançou 14%, para R$ 487,4 milhões. Com isso, a margem líquida foi de 3,7%, também acima dos 3,2% do primeiro trimestre do ano passado. Considerando o efeito do ágio gerado pela aquisição dos 50% restantes da Dan Vigor, negócio anunciado em setembro do ano passado, o lucro líquido contábil consolidado da Vigor foi de R$ 105,783 milhões no primeiro trimestre deste ano e o da controladora, de R$ 94,2 milhões. Esse resultado leva em consideração o valor líquido de R$ 76,246 milhões do ágio gerado pela operação que foi concluída no primeiro trimestre deste ano e deixou a Vigor com 100% do capital da Dan Vigor. Em troca, a escandinava Arla Foods, que detinha os outros 50%, ficou com 8% do capital social total da Vigor. Na mesma teleconferência, Xandó disse não acreditar “em soluços na capacidade da Vigor de gerar caixa nos próximos trimestres” quando questionado por um analista sobre os efeitos da crise econômica. O executivo argumentou que ao mesmo tempo em que atua em produtos de alta penetração em várias classes sociais, a Vigor também tem em seu portfólio itens de maior valor agregado, demandados por um segmento social que sofre menos com a crise. Ele afirmou ainda que a Vigor, que tem presença forte em São Paulo, “tem oportunidades de crescer em outros mercados. Citou, também, como sinal de que o segmento é mais “resiliente” à crise, o crescimento de 8% em valor desse mercado no primeiro trimestre. “Temos mais oportunidades que ameaças”, disse.

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