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A Vigor Alimentos, empresa de lácteos da holding J&F — grupo da família Batista que controla a JBS —, não vislumbra aquisições “nos próximos meses”, afirmou hoje o CEO da Vigor, Gilberto Xandó. De acordo com ele, a empresa fez “três movimentos sucessivos” de aquisição nos últimos anos e agora há muito o que fazer antes de novas aquisições. “Não temos olhado [para aquisições]. Temos bastante coisa para nos dedicarmos no próximo ano ou nos próximos meses”, afirmou Xandó, em teleconferência com analistas. Ontem, a Vigor reportou um lucro líquido de R$ 57,5 milhões no terceiro trimestre. Nos últimos três anos, a Vigor fez uma aquisição importante a cada ano. Em 2012, a empresa comprou o laticínio MB, que produz queijos especiais, por R$ 42 milhões. No ano seguinte, veio a maior tacada, com a compra de 50% da Itambé por R$ 410 milhões. No ano passado, por fim, a empresa acertou a compra da totalidade das ações da joint venture da Dan Vigor, que é dona da marca de lácteos “premium” Danubio. Antes dessa aquisição, a Vigor tinha uma participação de 50% na joint venture. Ao abordar a possibilidade de aquisições, Xandó também argumentou que o baixo índice de endividamento alcançado pela Vigor no terceiro trimestre não deve ser interpretado como uma “obrigação” para fazer novas aquisições. “O indicador de alavancagem não nos obriga fazer algum tipo de aquisição. É bom estar assim. Estamos confortáveis”, afirmou Xandó. Apesar disso, o CEO da Vigor também afirmou que poderá avaliar eventuais oportunidades de mercado. “Mas de forma proativa, não estamos fazendo nada”, assegurou Xandó.

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