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O acordo anunciado pela Vigor Alimentos, empresa de lácteos do grupo J&F – holding que também controla a JBS – para a aquisição de 50% da Dan Vigor, joint venture entre a dinamarquesa Arla Foods e a Vigor criada há quase 30 anos, significará incremento de margem para a empresa listada na BM&FBovespa, afirmou ao Valor o CEO da Vigor, Gilberto Xandó. Pelos termos do acordo anunciado, que precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Vigor deterá 100% da Dan Vigor. Em troca, a Arla Foods, que é uma das maiores empresas de lácteos do mundo, terá 8% da própria Vigor. De acordo com Xandó, o nível de margem da Dan Vigor, que faturou R$ 108,8 milhões no ano passado, é superior a 20%. No segundo trimestre deste ano, a Vigor teve margem Ebitda de 9,8%. “A aquisição tem um impacto na margem, sim. Porque só tínhamos 50% [da Dan Vigor] e agora teremos 100%. E estamos falando só de produtos premium”, afirmou hoje o executivo. Com uma fábrica no município de Cruzeiro (SP), a Dan Vigor é dona da marca Danubio e conta com um portfólio ‘premium’ como cream cheese, requeijão e fondue. Segundo Xandó, Vigor e Arla Foods intensificaram as conversas em torno do acordo nos últimos três meses, no que ele avalia como caminho “natural” da parceria. O executivo assegurou, ainda, que o objetivo da Arla Foods não é aumentar a participação na Vigor para além dos 8% anunciados ontem. “Eles não querem mais relevância dentro de uma estrutura. Querem que a estrutura local cresça e que eles façam parte disso”, afirmou Xandó. De acordo com o executivo, a Arla Foods já tem parcerias semelhantes a que terá com a Vigor, caso o Cade dê o aval para a operação, na China, Estados Unidos, Europa e na Argentina. Xandó negou, ainda, que a operação tenha qualquer relação com as recentes aquisições anunciadas pela francesa Lactalis no Brasil, maior empresa de lácteos do mundo. A Lactalis acertou a compra da divisão de lácteos da BRF e de fábricas da LBR, que está em recuperação judicial. No entando, Xandó reconheceu que a estratégia da Lactalis vai acirrar a disputa pelo mercado brasileiro de lácteos. “Claro que vai tornar nossa vida mais competitiva”, disse o executivo. Apesar disso, ele avalia que o movimento da Lactalis é positivo para a “criar valor” no setor. Na opinião de CEo da Vigor, as aquisições feitas pela Lactalis só fazem sentido se a empresa francesa tiver o espírito “bem vindo” de adicionar valor. “Se fosse para fazer igual a esses que quebraram, era melhor não vir e não pagar o que pagaram”, avaliou ele, em alusão à LBR.

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