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Denunciado em 2013, na duas primeiras etapas da operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra adulteração de leite, o vereador licenciado de Horizontina, Noroeste do estado, Larri Lauri Jappe (PDT) foi condenado, nesta terça-feira (20), a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado, além da perda do cargo político. De acordo com o órgão, ele não tem direito de recorrer em liberdade. Jappe, segundo o MP, é sócio de uma empresa de transporte de leite e já estava recolhido no Presídio Estadual de Santa Rosa. Ele responderá pelo crime de corromper, adulterar e alterar leite in natura, substância alimentícia destinada a consumo, tornando-a nociva à saúde e reduzindo-lhe o valor nutritivo. Em sete laudos emitidos por laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura, foi identificada a presença de formol em amostras de leite coletadas entre abril e maio de 2013. Conforme notas fiscais eletrônicas emitidas pela Secretaria Estadual da Fazenda, tanto o denunciado quanto a empresa da qual é proprietário adquiriram formol e ureia no período investigado. O produto, depois de adulterado, era entregue para a empresa LBR, que teve lotes de leite UHT retirados do mercado. Em cumprimento ao mandado de busca e apreensão expedido para o imóvel do denunciado e no estacionamento de caminhões ao lado deste local, foram encontradas seis sacas de ureia de 50 quilos cada uma. Outras 47 sacas de ureia foram entregues de forma espontânea. Procurado pelo G1, o advogado do vereador, Carlos Eduardo Sheid, disse que recorrerá com uma apelação e questiona a legalidade do processo. "Irei questionar a competência da Justiça Estadual. O produto do leite é fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, o que torna o processo nulo. Por outro lado, não houve uma perícia oficial. Apenas um parecer técnico de um profissional do ministério que é parte na ação penal. A perícia deveria ser realizada pela pericia publica A defesa ainda criticou a lista de provas elencadas pelo MP para condenar o vereador. "Não há uma prova cabal que confirme que houve leite apreendido com adulteração de Larri. Tão pouco há uma prova técnica que aponte a quantidade de substância proiibida em tese existente no produto, afim de comprovar se era nocivo ou não à saúde pública", argumentou. Condenado alegou ser vítima de sabotagem Preso durante a Operação Leite Compensado no ano passado, Jappe declarou em depoimento, em abril deste ano, ser inocente e vítima de uma sabotagem política ou comercial. Na ocasião, a defesa do acusado alegou que não haveria provas suficientes para comprovar o envolvimento dele na fraude. "A defesa tem plena convicção de que a acusação não produziu uma prova no sentido de configurar o crime que imputa. Não tem um dano à saúde pública e a perícia é extremamente frágil", sustentava o advogado de Jappe, Carlos Scheid. Um pedido de liberdade provisória feito pela defesa do suspeito foi negado no ano passado.

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