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Os pecuaristas de Minas Gerais devem imunizar durante a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa cerca de 23,5 milhões de bovinos de todas as idades. O período será de 1º a 31 de maio e a meta é alcançar 100% do rebanho. A vacina é obrigatória e considerada fundamental para manter o Estado livre da doença, que quando detectada causa prejuízos significativos que incluem desde o abate dos animais até a suspensão do comércio de produtos. De acordo com o gerente de Defesa Sanitária Animal do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Sérgio Luiz Lima Monteiro, várias ações serão promovidas pelo órgão e demais vinculadas à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), para que os pecuaristas realizem a vacinação dentro do prazo estabelecido. "A vacinação do rebanho contra a febre aftosa é importante para manter Minas livre da doença e evitar prejuízos aos produtores. Os pecuaristas estão bem conscientizados em relação à obrigação de imunizar o rebanho, mas vamos realizar eventos para orientar e promover a vacinação.  importante lembrar aos produtores que eles devem ser cuidadosos em relação à conservação da vacina e na hora de aplicar no rebanho, o trabalho deve ser cauteloso para que não interfira na produtividade dos animais", explicou Monteiro. Ainda segundo o gerente do IMA, ao todo serão vacinados 23,5 milhões de bovinos de todas as idades distribuídos em 360 mil propriedades mineiras. Após a vacinação, o pecuarista tem 10 dias para comunicar a imunização do rebanho ao IMA. Para a comprovação é preciso apresentar a nota fiscal de compra da vacina e a Carta Declaração da Vacinação, disponível no site do IMA, preenchida com o número de animais vacinados por idade e sexo. Os documentos podem ser entregues em qualquer escritório do IMA. "O pecuarista que não cumprir o prazo da vacinação ou da comprovação da mesma poderá será multado. A penalidade prevista gira em torno de R$ 68 por animal não vacinado, muito superior ao preço da dose de vacina". <b>Assistidas</b> Ao longo de maio, serão realizadas vacinações assistidas pelos técnicos do IMA em cerca de 3,6 mil propriedades mineiras. De acordo com Monteiro, as unidades são selecionadas de acordo com o volume de animais movimentados, a proximidade com as divisas estaduais, onde existe a possibilidade de introdução do vírus e nas unidades que deixaram de vacinar ou declarar a imunização nas campanhas anteriores. Segundo o IMA, a vacinação contra a febre aftosa é feita em grande parte da América do Sul, sendo uma das principais estratégias dos programas nacionais de erradicação. Minas Gerais e outros estados brasileiros estão empenhados para ao longo dos próximos anos tornar todo o território em área livre da doença sem vacinação. Ao longo de maio, os pecuaristas também deverão atualizar o cadastro do número de bovinos junto ao IMA. A obrigação vem atender à resolução conjunto da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e da Seapa, nº 4.763, de 9 de abril de 2015. Segundo Monteiro, os pecuaristas têm liberdade de aumentar em qualquer quantidade o rebanho bovino cadastrado. No caso de redução, o índice é de até 5% para bovinos machos acima de três anos e de 12% para bovinos machos até três anos e fêmeas de qualquer idade. O objetivo é quantificar e classificar o rebanho estadual.

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