CPT - Centro de Produções Técnicas

Elas precisam chegar perto da perfeição para participar dos julgamentos e servir de referência às gerações futuras. A Exposição Agropecuária de Carambeí (Expofrísia) está mostrando que, em se tratando de vacas da raça holandesa, beleza e produtividade seguem lado a lado. Quesitos que vão da curvatura das pernas à largura do quadril são relacionados ao rendimento de leite e à aptidão reprodutiva. Os animais escolhidos fazem frente à melhoria genética do rebanho. Os jurados, técnicos e criadores observam cada elemento tentando identificar os animais mais rentáveis. O zootecnista da cooperativa Batavo Michael Warkentin lembra que o úbere é decisivo. Deve ter boa largura e ser bem projetado, sem exageros – o que favorece não só a produção, mas também a ordenha. As costelas, segundo ele, devem ser bem arqueadas – formando um círculo, ideal para a geração dos bezerros. Pernas bem paralelas (quando vistas de trás) e levemente curvadas para a frente (quando vistas de lado) dão boa sustentação ao animal. A vaca perfeita tem também boa abertura de peito, o que facilita sua respiração e evita, por exemplo, estresse maior em dias de calor. O corpo deve ser ascendente, ou seja, levemente levantado do lombo até a base da cabeça. A garupa precisa ser larga, o que também é associado à reprodução. Para o pecuarista focado na produção de leite, pesam mais os critérios relacionados ao úbere. Todo esse rigor resulta em produtividade de 25 litros por animal ao dia entre os associados da cooperativa Batavo. As modelos mostram que essa média pode ser ampliada. Uma vaca de pista chega à média de 40 litros ao dia. <b>“Salão de beleza”</b> Para participar dos julgamentos, que começaram ontem na Expofrísia, os animais passam por mimos que exaltam suas características. O produtor Alessandro Dekkers levou 12 vacas para a feira – elas tomam banho com xampu e condicionador, são tosadas e ainda têm os pelos do rabo clareados com água oxigenada. Além disso, recebem alimentação diferenciada para parecerem mais magras. “Aqui a gente faz tudo para elas se sentirem num salão de beleza”, diz. Todo o cuidado tem o seu preço. Chega-se a comercializar vacas leiteiras por até R$ 100 mil, enquanto uma “normal” custa cerca de R$ 5 mil. Além da raça holandesa, a feira começa a mostrar exemplares jérsei. O expositor Leonel Arlindo Dalfovo, acostumado a desbancar outros pecuaristas, afirma que a concorrência é forte. “Nós procuramos selecionar os melhores do nosso rebanho, mas tudo depende da disputa”, comenta. <b>Status</b> A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) manteve ontem o status do Brasil de risco insignificante para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) – também conhecida como “vaca louca”. O status, reconhecido desde 2012, foi mantido apesar de um caso atípico da doença em Mato Grosso, recentemente.

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