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O presidente da cooperativa Unileite anunciou novos investimentos em energias alternativas, recorrendo a fundos europeus, para reduzir custos com a eletricidade na fábrica em São Miguel, Açores, e melhorar o pagamento do leite aos produtores. “A energia neste momento é uma das grandes faturas na cooperativa. Nós temos uma cooperativa certificada no ambiente, também queremos trabalhar nesse sentido e com energias alternativas com certeza que vamos beneficiar o ambiente e toda a remuneração do preço do leite”, afirmou Gil Jorge, após uma audiência com o presidente do Governo dos Açores no Palácio de Santana, em Ponta Delgada. A Unileite – União das Cooperativas Agrícolas de Lacticínios e de Produtores de Leite da Ilha de São Miguel é uma das maiores indústrias do setor leiteiro dos Açores e do país e, além de vender no mercado açoriano e nacional, exporta leite e queijo para países como Espanha, Alemanha e França. Gil Jorge sustentou que reduzir custos “é sempre importante” e, apesar de não ter avançado números relativos à atual fatura de eletricidade nem da eventual poupança que resultará dos novos investimentos, revelou que “já há várias propostas em cima da mesa a serem estudadas". Segundo o responsável, o investimento a candidatar ao novo quadro comunitário de apoio, que vigorará entre 2014-2020, deverá rondar os oito a dez milhões de euros. “Temos tentado reduzir essa fatura [luz], como outras que temos trabalhado, como é o caso da água, em que já temos um furo para alimentar a fábrica”, disse Gil Jorge, acrescentando que a poupança representará “um valor no preço do leite à volta de meio cêntimo por litro de leite, que será muito importante para os produtores e para os próprios resultados da Unileite”. Dos investimentos apresentados hoje a Vasco Cordeiro, o presidente da Unileite revelou também a intenção de adquirir câmaras de conservação e refrigeração de queijo, para “criar valor e fazer chegar o queijo de São Miguel mais longe e em grandes quantidades”. “Já temos alguns acordos com algumas empresas importantes na Alemanha e Itália. Temos 14 países como potenciais compradores do nosso queijo e o apoio ao transporte será muito importante. Também deixamos essa preocupação ao senhor presidente”, referiu. Já em fevereiro Gil Jorge havia defendido a necessidade de a indústria de laticínios dos Açores ser mais apoiada no transporte de matéria-prima, por forma a tornar “mais competitivos” os seus produtos no mercado europeu. O chefe do executivo açoriano destacou a “atitude pró ativa” da Unileite, que disse ser, reportando-se a dados de 2013, "o maior comprador de leite dos Açores, com uma quota de 30%". Só na ilha de São Miguel, disse, a empresa compra 46% do leite que é produzido. “Esta postura, no fundo, de se manter na vanguarda da competitividade das indústrias desse setor é algo que para nós é um sinal muito forte e positivo”, afirmou Vasco Cordeiro, acrescentando que estes investimentos tornarão a cooperativa “cada vez mais competitiva” e com capacidade para “ter uma atenção cada vez melhor aos rendimentos dos seus produtores”. Vasco Cordeiro destacou que os investimentos agora anunciados pela Unileite se integram na ordem de prioridades do Governo dos Açores para o próximo quadro comunitário de apoio, seja na componente de utilização das energias alternativas, seja na componente da competitividade e inovação.

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