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Segundo o juiz, o motivo do veto é evitar que a criança possa ser vítima de escárnio no futuro. O magistrado determinou que a menina seja batizada de Ella. Ao justificar sua decisão, ele afirmou que o nome ‘Nutella’ era o nome de uma marca famosa de uma pasta de avelã com cacau. "É contrário aos interesses da criança ter um nome que possa submetê-la a escárnio ou a pensamentos depreciativos", afirmou o juiz. Na França, os pais têm normalmente liberdade para escolher os nomes de seus filhos, mas a Justiça pode vetar alguns deles se os considerar inadequados. Um procedimento similar é realizado no Brasil por funcionários de cartórios. Os pais franceses não compareceram ao julgamento e, devido à ausência, o juiz decidiu que Ella seria um nome mais apropriado. Polêmicas envolvendo nomes de crianças eram frequentes na França até 1993, quando os pais finalmente ganharam a liberdade de batizar seus filhos conforme desejassem. Um dos casos mais notórios é o de um casal que queria dar o nome da filha de Fraise (morango). A Justiça, no entanto, proibiu, argumentando que a criança seria vítima de constrangimento. O bebê foi então rebatizado como Fraisine, um nome popular no país no século 19. Em outro episódio também famoso, um pai entrou com uma ação na Justiça para tentar impedir que a montadora francesa Renault pudesse usar o nome de sua filha, Zoe Renault. À época, Cédric Renault afirmou que se a fabricante de veículos batizasse um de seus carros como ‘Zoe’, a vida de sua filha viraria "um pesadelo". Em 1999, o casal Iain e Sophia Renaud foram à Justiça contra uma ordem judicial que os impedia de batizar sua filha como Mégane, depois que autoridades locais afirmaram que o nome já havia sido usado para nomear um carro da mesma Renault.

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