CPT - Centro de Produções Técnicas

Pesquisadores da Universidade de Brasília desenvolveram um teste bem simples para o próprio consumidor saber se um produto tem ou não formol. É mais um aliado do consumidor. Como saber se aquele creme oferecido pelo cabeleireiro e que promete milagre nos cabelos não tem formol? Ou, o leite, como ocorreu no sul do Brasil? Com o teste, dá para saber em dois minutos. É uma fita de papel com um produto que detecta a presença de formol. Em busca de cabelos lisos, fáceis de cuidar, muita gente já fez tratamentos usando produtos com formol. As consequências podem ser imediatas. “Você fica tonta, fica sem respirar, fica ruim para respirar”, diz uma mulher. A Anvisa já proibiu o uso de formol para alisar o cabelo. Mas, e quando a substância é colocada em produtos aparentemente saudáveis, como o leite? Em 2012 e 2013, a fiscalização descobriu que transportadores do Rio Grande do Sul adulteraram quase cem milhões de litros de leite com água, ureia e formol. “A gente assim compra sem saber realmente o que vem dentro do produto, então é uma preocupação”, afirmou Lucieny Kely, professora. Um teste simples e rápido foi desenvolvido em um laboratório do curso de química da Universidade de Brasília. Foi durante a pesquisa de mestrado do Guilherme. Ele estava desenvolvendo um outro teste para detectar metanol na gasolina, quando descobriu que dava para fazer algo parecido para encontrar formol. As fitas de papel já vêm com reagente e mostram o resultado em dois minutos. “É só pegar o papel, pingar uma gota do produto, ele vai dar uma cor e se for uma cor roxa, no caso, vai dizer que tem formol. Então, você sabe que naquele produto tem formol”, explicou Guilherme Bandeira, aluno de doutorado. Eles fizeram o teste para o Bom Dia Brasil, com leite. Um papel recebe gotas do leite limpo e o outro, do leite com formol. O limpo deixa uma mancha cor de rosa no papel. O contaminado fica mais escuro. A ideia é que o próprio consumidor possa fazer o teste para saber se o leite que ele comprou, ou mesmo o produto que está sendo usado no salão, tem ou não formol. Para isso, basta ter um kit com folhinhas de papel e um conta-gotas. “Nossa ideia principal era que o consumidor pudesse saber aquilo que está consumindo, não depender de mandar a mostra para um laboratório, pagar um dinheiro bastante caro, esperar um ou dois dias até ter uma resposta”, revelou Paulo Ancelmo Suarez, professor de química. A dermatologista Tânia Vilela gostou da ideia. Ela conta que já tratou pacientes que fizeram escova progressiva no cabelo com formol e ficaram com várias sequelas. “Esses pacientes iam com queimaduras, dermatites de contato, que é uma alergia no contato que tinha no couro cabeludo, queda de cabelo importante, até com uma rarefação, diminuindo o volume dos cabelos. Então vai ser, acho que fantástico. É uma ótima ideia”, afirmou Tania Vilela, dermatologista. Uma empresa já conseguiu licença para produzir o teste. As fitas serão vendidas a partir do mês que vem em Brasília e depois em vários estados. Cada fita de papel deve custar R$ 1.

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