CPT - Centro de Produções Técnicas

Foi preso nesta quinta-feira (4) o 17º suspeito de participação na fraude do leite investigada na sétima etapa da Operação Leite Compensado. Segundo o Ministério Público (MP), o motorista de uma transportadora se apresentou espontaneamente ao MP em Erechim e foi levado para o presídio da cidade, onde estão os demais suspeitos. Na quarta-feira (3), 16 pessoas foram presas durante mais uma operação do MP para combatar a adulteração do leite no Rio Grande do Sul. Foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão nas cidades de Erechim, Jacutinga, Gaurama, Maximiliano de Almeida, Machadinho e Viadutos. Além das prisões, um posto de resfriamento de leite em Jacutinga foi interditado durante a ação. Também suspeita de participação no esquema, uma cooperativa de Erechim continuará funcionando, mas em regime especial de fiscalização. Ainda foram apreendidos oito caminhões usados para o transporte do leite adulterado. <b>Leite era adulterado com água e sal</b> De acordo com o MP, a fraude consiste na adição de água no leite por parte de alguns produtores nas cidades de Viadutos, Machadinho e Maximiliano de Almeida. Tanto os produtores quanto os motoristas também adicionavam sal ao leite com água para ampliar o ponto de congelamento do alimento e mascarar a fraude econômica. Laudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comprovam a fraude. Durante o cumprimento dos mandados de busca, ainda foram encontradas agendas e planilhas com dados que, segundo o MP, também reforçam a adulteração. Conforme as investigações, a regra era a adição de água na proporção de 10% do volume. No entanto, alguns produtores chegaram a adicionar 200 litros de água a 500 litros de leite (produção média diária das propriedades), uma adulteração de até 40%. O valor resultante da fraude era dividido mensalmente entre produtores, motoristas e empresários. O leite adulterado teria sido encaminhado para indústrias que abasteciam grandes marcas, mas nenhum lote do produto precisou ser recolhido do mercado, pois não há riscos à saúde dos consumidores, conforme o MP. O promotor Mauro Rockenbach destacou que, apesar disso, a adição de água e sal ao leite consiste em fraude econômica.

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