CPT - Centro de Produções Técnicas

Representantes de 14 cooperativas e associações que trabalham com leite no Sudoeste do Paraná confirmaram nesta formação da Rede Láctea de Base da Agricultura Familiar do Sudoeste do Paraná. Coordenados pela Agência de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná e Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Seab e Emater a proposta quer fortalecer as entidades e fazer com que possam elevar seu potencial competitivo, além de estar inserido no projeto Leite Sudoeste. A decisão foi tomada na sala de reuniões da Amsop e também serviu para sanar dúvidas e apresentar o conceito da Rede e as formas de atuação. De acordo com o diretor da Agência Célio Boneti, a Rede terá atuação principal em três campos; produção, transformação e comercialização. “Das 14 cooperativas e associações algumas trabalham com produção, outras transformação e umas comercialização. A idéia é criar mecanismos por meio dessa união para que possam se apoiar nesses campos e a partir do momento em que a Rede estiver estruturada poderá auxiliar conforme a necessidade técnica, de gestão, produto e até pesquisa”, explicou Boneti. Para o assessor técnico do projeto junto a Cooperfarbom (Cooperativa Agroindustrial dos Agricultores Familiares de Bom Jesus do Sul), Hélio José Surdi a rede será fundamental para o fortalecimento das agroindústrias. “Parabenizo a Amsop, Agência e os demais envolvidos pela iniciativa que vejo vai contribuir em muito para a produção com qualidade e que possa ser processada aqui e gerar mais renda e emprego no campo”, entende Surdi. O presidente da Cooperserpa (Cooperativa de Produtores de Leite de Honório Serpa) Claudio Ivan Nordt a integração das cooperativas será um passo essencial para valorizar o produtor. “Vejo que será muito útil a criação da Rede pois teremos a condição de superar os atravessadores e ter o domínio de todo o processo, desde a produção até a venda. Sozinha a cooperativa fica isolada, e em grupo fica mais forte para atuar”, avalia Nordt. O presidente da Amsop o prefeito de São João Altair Gasparetto reforçou os benefícios que a Rede poderá conquistar para a região. “O Sudoeste é forte justamente por ter essa grande capacidade de união de cooperativismo. A Rede fará então o trabalho de alinhar as ações para toda a cadeia produtiva de leite e assim valorizar ainda mais o trabalho da agricultura familiar”, frisou Gasparetto. <b>Recursos BNDES</b> A Rede será formada em assembléia geral e terá diretoria executiva, conselho fiscal e conselho auxiliar formado por organizações públicas e privada. A partir de agora a documentação que trata da criação da Rede segue para o BNDES (Bando Nacional de Desenvolvimento) por meio de uma Carta Consulta para obter um parecer. O que se espera é que as cooperativas e associações possam receber a aprovação do Banco para integrar ao processo de chamada pública a fim de poder estar habilitado para receber recursos para estruturação. A Rede Láctea de Base da Agricultura Familiar do Sudoeste do Paraná é a mais uma etapa do Projete Leite Sudoeste que busca profissionalizar a cadeia produtiva explorando a produção, transformação e a comercialização.

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