CPT - Centro de Produções Técnicas

Representantes de produtores de leite, mel, arroz e peixe da região de Pindamonhangaba se reuniram na última quarta-feira, 21, com o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, no Polo Regional Vale do Paraíba da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria. O encontro teve como objetivo abrir espaço para que os homens do campo apresentassem ao Governo do Estado suas demandas, ideias e sugestões para um melhor desempenho de seus setores. Na ocasião, foram debatidas iniciativas como a manutenção do leite tipo B no mercado, onde as vacas permanecem em estábulos, o que ajuda na manutenção das condições de higiene. A ordenha também pode ser manual ou mecânica. O local de armazenamento é mais sofisticado do que o tipo C e permite uma refrigeração a temperaturas mais baixas. Os representantes da cadeia de leite destacaram ainda que falta fiscalização federal para o leite pausterizado. De acordo com Pedro Guimarães, presidente da Serramar Cooperativa de Laticínios, de Guaratinguetá, “as indústrias com o SISP federal colocam até 17% de água no leite, é uma concorrência desleal.” O presidente revelou também que a venda de leite no varejo nem sempre respeita as normas de refrigeração. Pedro propôs que seja feita nos mercados a coleta de amostras desse produto. Isso porque na região de Pindamonhangaba a atividade leiteira é uma das principais geradoras de renda, como definiu Jovino Paulo Ferreira Neto, diretor do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) de Guaratinguetá. Para Jovino, “a produção de leite na nossa região não é uma alternativa, é obrigatória”, afirmou, enumerando em 80% a área de pastagem regional. “Gostei muito de vocês terem vindo a esta reunião. Estamos revendo todo o sistema de inspeção e fiscalização do leite”, garantiu o secretário Arnaldo Jardim, que continuou a reunião no Polo da Apta conversando com os representantes da cadeia produtiva de arroz. Para eles, a maior dificuldade tem sido arcar com os custos do pôlder instalado em Pindamonhangaba. Pôlder é uma porção de terreno baixo e plano que constitui uma entidade hidrológica artificial, incluída entre aterros conhecidos como diques. Já a cadeia produtiva de mel quer mais investimentos públicos para se desenvolver na região, propícia para a apicultura por registrar baixo índice de aplicação de defensivos agrícolas e garantir mais tempo de vida às abelhas. Com grande demanda na região, o mel nem sempre consegue atender o mercado consumidor, abrindo espaço para o chamado “mel falsificado”, que parece mel, mas não é produto de abelhas. Projetos como as linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), os financiamentos do Pró-Trator e Pró-Implemento e a profissionalização do Microbacias II foram recorrentes nas discussões das quatro cadeias reunidas. Após a conversa, os produtores receberam orientações de técnicos da Secretaria sobre as iniciativas do Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf) da Pasta.

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