CPT - Centro de Produções Técnicas

A Indústria de Alimentos Nilza tem condições de retomar a produção em menos de dois meses, segundo o administrador judicial Alexandre Borges Leite. As instalações da empresa estão localizadas na marginal da Rodovia Anhanguera, no quilômetro 312, e devem ir a leilão em novembro. Para voltar a produzir com a capacidade mínima de 13 mil litros por hora, a empresa geraria de 80 a 100 vagas de empregos. Já o investimento para essa retomada deve ser feito junto às manutenções preventivas. Mas de acordo com Leite, o valor é baixo. “Todos os certificados e autorizações estão em dia. Quem entrar aqui precisará fazer uma manutenção rápida e a fábrica já pode voltar a funcionar”, diz. Em plena atividade, a empresa gera 40 mil litros por hora na produção do envase do longa vida. Além da fabricação de massa para requeijão, manteiga, achocolatado e creme de leite, com 50 mil litros por dia. Com boa expectativa para o leilão, Leite afirma que a maior vantagem da fábrica é sua logística. “Além disso, há linha férrea que passa ao lado e a indústria está localizada a três minutos do Aeroporto Leite Lopes”, frisa. Outro ponto positivo é a boa manutenção do maquinário, apesar da Nilza estar sem funcionar desde 2010. “As pessoas chegam aqui achando que o prédio está em ruínas, pois a empresa faliu, mas se surpreendem ao ver que tudo está funcionando.” O leilão em novembro foi decidido pelo juiz Héber Mendes Batista, da 4ª Vara Cível de Ribeirão Preto. <b>Avaliação</b> A avaliação de bens feita nas unidades de Ribeirão Preto, Itamonte (MG) e Campo Belo (MG) está estimada em R$ 120 milhões, cerca de 30% da dívida, prevista entre R$ 400 e R$ 500 milhões. <b>Sozinho, Ildézio mantém tudo limpo</b> Dos 700 ex-funcionários da Nilza, que deixaram a empresa após falência decretada em outubro de 2012, apenas um continua exercendo funções no parque industrial: o supervisor de produção Ildézio Antonio Oliveira. Ele trabalha na companhia há 17 anos. “Eu entrei na Nilza quando era Coonai [Cooperativa Nacional Agro Industrial], depois voltei em 1997 e estou até hoje, dando essa força”, diz. Ildézio entra às 7h na fábrica e sai às 16h. Nesse período, ele se organiza entre a limpeza da fábrica, pátio e carros, e manutenção do maquinário. “Tudo para manter a Nilza em perfeito estado”, afirma. “Teve investidor que veio aqui e perguntou o horário que os funcionários voltavam do almoço, tamanho o grau de conservação da fábrica”, completa.

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