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O edital do leilão das instalações da massa falida da Indústria de Alimentos Nilza deve ser publicado nos próximos dias, mas as datas de entrega e abertura dos envelopes já foram definidas. O leilão ocorrerá mediante propostas fechadas, conforme decisão do juiz Héber Mendes Batista, da 4ª Vara Cível da Comarca de Ribeirão Preto, responsável pelo processo de falência. Os interessados na aquisição dos bens devem fazer as propostas de compra, em envelope lacrado, e entrega-los até o dia 31 de outubro deste ano, durante o expediente do Fórum. Já a abertura dos envelopes está prevista para as 15h do dia 7 de novembro. Caso haja necessidade de realização de audiências, as datas definidas são: 14 e 21 de novembro; sempre às 15h. Segundo o edital, “as propostas deverão compreender a aquisição conjunta da matriz (Ribeirão Preto) e filiais (Itamonte/MG e Campo Belo/MG), em lote único (art. 140, I, da Lei nº 11.101/05), para preservação das unidades de produção.” Ainda de acordo com o edital, se houver um lance à vista para o lote único, este ganhará, desde que o valor não seja insignificante. “Ficando para posterior análise, os lançados separadamente para as unidades industriais, maquinários, marca Nilza e demais bens”, informa. Se não houver lances para aquisição de toda a massa falida, ou se não atingirem 50% do valor total da avaliação, serão recebidos lances para as unidades industriais individualmente. Após a abertura dos envelopes, as melhores propostas serão anunciadas e os interessados poderão aumentar seus lances. Na sequência, a proposta vencedora será anunciada. Reabertura da fábrica vai gerar 300 vagas diretas Segundo o administrador judicial, Alexandre Borges Leite, a procura por interessados na aquisição da Nilza é crescente. “A possibilidade de iniciar os trabalhos de forma imediata, é um grande atrativo para os investidores”, afirma. Com a retomada, Ribeirão e região serão beneficiados com a geração de, pelo menos, 300 postos diretos de trabalho. “Fora os que vão ser gerados indiretamente”, acrescenta Leite. Para ele, a expectativa para o leilão é positiva. “Principalmente porque observamos uma movimentação do setor, e as empresas estão buscando garantir suas fatias de mercado”, frisa. A avaliação de bens nas unidades de Ribeirão Preto, às margens da Rodovia Anhanguera, de Itamonte (MG) e de Campo Belo (MG) está estimada em R$ 120 milhões, cerca de 30% da dívida junto a funcionários, bancos e demais credores da companhia de leite e de laticínios, prevista entre R$ 400 e R$ 500 milhões.

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