CPT - Centro de Produções Técnicas

Em nota oficial o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado de Santa Catarina (Sindileite/SC) informou nesta sexta-feira que, devido as restrições para o transporte de mercadorias com os protestos dos caminhoneiros, vai faltar leite nos supermercados e o preço pode subir. Se nos últimos dias já houve registros de prateleiras vazias no Oeste, que concentra as manifestações, nesta sexta o problema chegou a Joinville, no Norte. As grandes empresas de laticínios se concentram principalmente no Oeste, distante dos grandes centros consumidores, e com isso o produto não chega aos mercados. Produtos estão se perdendo nas estradas e vencendo dentro das fábricas. De acordo com o Sindileite, diante da situação a maioria das indústrias do Estado vai parar totalmente de receber leite dos produtores e dispensar seus funcionários até a próxima semana. O sindicato negocia com o governo uma solução para o impasse e também impetrou ações judiciais para desbloqueio das vias, mas depende de um acerto definitivo do governo federal. A situação das carnes também começa a se complicar. O Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne) e a Associação Catarinense de Avicultura (Acav) estimam que 80% dos abates no Estado estejam suspensos e destacam a falta de alimentação para os animais. A projeção é que comece a faltar carne nos supermercados a partir deste sábado no Planalto e em todo o litoral catarinense. — Reverter o prejuízo hoje já é muito difícil. Depois que acabar esse movimento, vai demorar 60 a 90 dias para ajustar a produção — diz o diretor-executivo das entidades, Ricardo Gouvêa.

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