CPT - Centro de Produções Técnicas

Representantes dos setores de aves, suínos e leite se reuniram na quinta-feira,10 de dezembro, em Porto Alegre, para fazer um balanço do ano, traçar os desafios para 2016 e apresentar os preparativos para o V AVISULAT – Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios, que reunirá toda a cadeia produtiva, de 22 a 24 de novembro de 2016, no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre, para debater questões da agropecuária nacional e fortalecer os três setores. Leite/Laticínios – Alexandre Guerra, Presidente do Sindilat, destacou o crescimento da produção de leite no estado, que foi de 98% nos últimos dez anos e a representatividade de 13% da produção nacional de leite. Segundo ele, dos 13 milhões de litros/dia produzidos, 40% ficam no RS e 60% é comercializado com outros estados ou mercado externo. “Apesar de ainda sermos um país importador, ano a ano nossa produção vem crescendo. Estamos crescendo uma media de 4% na produção e nosso consumo per capita estava em 2%. Precisamos sim fortalecer o mercado interno para estamos mais fortes para a exportação”, afirmou. Além de fomentar o mercado externo, ele falou do trabalho do Sindicato para a sanidade animal, em especial o controle da tuberculose e brucelose. Para este ano, a expectativa é de que a produção no campo fique 1% negativa e para 2016, o dirigente acredita em uma recuperação no segundo semestre. Suinocultura – “O Brasil é um país exportador e tem que usar isso para regular a oferta, para abrir novos mercados ou exportar mais para regular a oferta interna”, disse José Roberto Goulart, Presidente do SIPS. Ele apresentou a evolução do mercado que teve um 2014 excelente, com demanda grande dos importadores; um 2015 considerado bom, com a compensação por parte do cambio e a entrada de novos mercado para exportação e para 2016, a expectativa é de um ano razoável. “O cambio será o que vai suportar o ano que vem. Outro diferencial deverá ser o mercado chinês, maior produtor mundial, que terá que reduzir a produção por questões regulamentadoras internas, e isso vai abrir espaço para importação. É nesse cenário que vamos entrar para 2016. O desafio será adequar os custos para o mercado doméstico, que é cerca de 80% da produção”, alertou. Avicultura – No setor de frango, o presidente da Asgav, Nestor Freiberger, projetou um crescimento de 1,5% a 2% para este ano, o que, na sua avaliação, é positivo para um ano de economia retraída. As exportações avícolas do RS também devem registrar crescimento de até 2%, aproximadamente 730 mil toneladas, o abate de aves cresceu 2,5%, e deve fechar o ano de 2105 em torno de 830 milhões de aves abatidas. O RS exporta hoje 48% da produção de frango. Para ele, o único caminho é a união de forças. “Para 2016 estamos apostando em um crescimento vegetativo de 1% ou 2% também”, projetou. Sobre a questão cambial, o presidente ponderou: “Se por um lado aquece os preços para exportação, por outro o mercado interno é penalizado no custo de produção. Precisamos estar atentos e espero que a safra de milho e soja, que representa 65% do nosso custo de produção, seja boa. Precisamos plantar milho no estado. Trazemos de fora cerca de 2 milhões de toneladas/ano para suprir as deficiência que aqui existem em função das exportações”. Freiberger apresentou também dados do mercado de ovos, que deve manter o ritmo de crescimento e fechar 2015 em 3 bilhões de unidades ovos/ano no RS, um crescimento entre 2 a 3 %. Houve também crescimento médio de 50% nas exportações de ovos comprado com 2014. “O consumo de ovos no RS deve ficar em 227 ovos habitantes/ano, acima da media nacional de 191. E acho que ainda tem muito espaço para crescer”, avaliou. Em termos nacionais, o Brasil deve produzir 39 Bilhões de ovos em 2015, um crescimento de 6%. Para 2016, a previsão é de crescimento de apenas 2% devido à crise. Preparativos para o AVISULAT 2016 O potencial do AVISULAT como espaço de debate e vitrine dos setores de aves, suínos e leite foi destacado na apresentação de José Eduardo dos Santos, Coordenador Geral AVISULAT 2016. O evento já está todo estruturado e formatado, com planejamento comercial, divulgação e prospecção. Para Eduardo, o evento é um compromisso dos setores para 2016 devido ao anos de crise que tivemos. “Acreditamos que 2016 pode ser um ano de retomada. Precisamos nos mobilizar e fazer um evento que movimente as cadeias produtivas. O AVISULAT é uma vitrine para o mercado interno e externo, um momento e espaço de mostrar a qualidade dos nossos produtos”, disse. Ele destacou atividades do evento como a feira de negócios, com exposição de empresas e máquinas; o congresso internacional, que vai debater as principais questões de cada setor; os painéis científicos e o Encontro Internacional de Negócios, que na ultima edição gerou US$ 18 milhões em expectativa de negócios, com compradores de 7 países. A parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal-ABPA, também foi mencionada pelo coordenador que repassou mensagem do Presidente Turra de que a entidade será novamente uma forte parceira do AVISULAT. Parceira do AVISULAT, a Fiergs também aposta na agropecuária para a recuperação da economia do Brasil e do RS. “Apostamos muito no crescimento da economia através desses três setores. Estamos com um engajamento e sinergia muito forte para o evento dar certo. Nosso papel enquanto Sistema Fiergs e apoiar na operacioanalização e todos entendem e corroboram dessa opinião. Apostamos na capacidade de organização para ter um evento de sucesso”, avaliou Maurício Durval Macedo, Gerente do Centro de Eventos FIERGS. O AVISULAT é promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura – Asgav; Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do RS – SIPS e Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do RS – Sindilat, em parceria com a FIERGS. <a href=http://www.avisulat.com.br target=_blank>www.avisulat.com.br</a>

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