CPT - Centro de Produções Técnicas

Com o objetivo de fortalecer a produção do queijo Minas artesanal, que enfrenta diversos gargalos, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e os representantes do setor produtivo criaram a Comissão Técnica do Queijo Minas Artesanal. A expectativa é reunir os produtores de todas as regiões do Estado e ganhar representatividade na busca por políticas públicas e pelo desenvolvimento do setor. A primeira reunião será amanhã, quando serão discutidos os principais gargalos do setor. A comissão, inicialmente, será composta por 14 membros, sendo dois representantes de cada uma das sete microrregiões produtoras do Estado: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro. De acordo com superintendente técnico da Faemg, Altino Rodrigues Neto, a expectativa é que a partir da criação da comissão e com o apoio da Faemg, os representantes ganhem maior representatividade. “A comissão foi criada para reunir os representantes de todas as regiões produtoras do queijo Minas artesanal. Com isso, serão discutidos os problemas enfrentados no dia a dia, incluindo diversos assuntos como a legislação, a logística, o sistema de transporte, sanidade e comércio, por exemplo. Vamos abrir um novo espaço dentro da Faemg para que o produtor possa ter maior apoio nas reivindicações, que certamente serão muitas”, disse Rodrigues Neto. Ainda segundo o representante da Faemg, Minas Gerais é referência na produção de queijos e a qualidade é reconhecida nacionalmente. Pensando em expandir o mercado de atuação e agregar valor ao queijo Minas, muitos produtores estão empenhados em regulamentar a atividade. Porém, enfrentam diversas dificuldades, fazendo com que o número de unidades registradas seja muito inferior quando comparada com as informais. O Estado concentra um número muito expressivo de produtores de queijo artesanal. São cerca de 30 mil distribuídos em todas as regiões. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), até o momento são 301 produtores cadastrados, além de cinco queijarias e dois entrepostos registrados no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). “Nos últimos anos, os produtores passaram a investir com o intuito de melhorar a produção e atendendo aos requisitos legais. Porém, as dificuldades são muitas, inclusive para a comercialização do produto”, indica.

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