CPT - Centro de Produções Técnicas

Faltando pouco mais de um mês para o fim de abril, data prevista pelo governo para a apresentação do Plano Safra 2014/15, as entidades do setor de lácteos começam a apresentar suas demandas para o plano. Desonerações, aumento no capital de giro para o setor de lácteos, ampliação do programa de assistência técnica, melhoria da qualidade, isenção de tributação, defesa comercial e reformulação do sistema sanitário são algumas das demandas da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Associação Brasileira das Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios (G100). A comissão da CNA apoiou, em reunião realizada na sede da entidade, a expansão do programa de assistência técnica, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). A iniciativa, criada no ano passado a partir de um projeto piloto em Tocantins, permite que os produtores aprimorem as técnicas de produção e a gestão econômica da atividade. Ainda dentro da assistência técnica, outra proposta é o desenvolvimento de um software para o acompanhamento gerencial da propriedade e de uma central de inteligência, que consolidará todos os dados referentes à propriedade, como receitas, despesas, custos, produção, produtividade, comercialização e índices zootécnicos, entre outros. Na parte de tributação, o setor leiteiro quer a isenção de PIS/Cofins sobre rações e minerais. Já o G100, se preocupou mais em cobrar o aumento do capital de giro para as empresas. O limite foi reduzido pelo governo e a entidade reclama que existe espaço para crescer, mas falta crédito. O pedido já foi feito ao Ministério da Fazenda. Segundo a comissão da CNA, também será dada ênfase em ações de melhoria da qualidade de leite. O setor defende a reformulação do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) e do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa). Para dar ênfase ao consumo do produto nacional, o setor continua insistindo na renovação do acordo de cotas de importação de leite em pó com a Argentina. Neste mês, houve uma reunião na Argentina, mas não houve consenso. Outra rodada de negociações será realizada em abril.

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