CPT - Centro de Produções Técnicas

Mais de R$ 340 milhões é a estimativa de impactos e perdas na produção agropecuária em todo o Sul do Espírito Santo devido ao longo período de estiagem, segundo a Secretaria Estadual de Agricultura. Na região, os setores da agricultura e da indústria são os mais prejudicados. Um relatório, elaboradorado em parceira com os escritórios do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e do Intituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) dos municípios, vai ser encaminhado para a Defesa Civil Estadual. De acordo com o engenheiro agrônomo, Paulo Schalders, a situação de cada localidade vai ser analisada. “O município e o estado só devem decretar situação de emergência se a perda for até 19% dos recursos do município. Nós visitamos as comunidades rurais e calculamos a perda da safra pela amostragem”, disse. Somente a maior cooperativa de laticínios do Sul do estado teve um prejuízo estimado de aproximadamente R$ 5 milhões, garantiu o presidente da empresa, Rubens Moreira. “Houve uma perda de 100 mil litros de leite por dia. A perda é muito maior para os produtores, que arrastam as perdas por dois ou três anos. Nós não temos forragem para o ano que vem, não temos ração para o próximo ano, nem cobertura da vaca para os próximos anos, além de muitos animais que morreram”, revelou. O agricultor Toquatro Gimenes, 68 anos, tem uma propriedade na localidade de Guaribu, zona rural de Muniz Freire. No local, ele também cria gados e garante que nunca viu uma crise hídrica tão grande. “Nunca tinha passado por isso. A perda no café foi de 40% a 50%. O leite, hoje eu tiro 100 litros por dia, sendo que tirava 200. Está difícil para o produtor trabalhar. Vejo muitos colegas que vão perder o pedaço de terra. Agora é pedir a Deus que nos dê força, porque está difícil”, lamentou. Com o objetivo de discutir a crise hídrica, produtores rurais, empresários e representantes de vários municípios e do Governo do Estado realizaram, nesta segunda-feira (2), uma reunião para discutir o tema. Para o presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Dalton Perim, essa crise hídrica gerou uma reflexão de oportunidades. “A nossa proposta hoje é conscientizar da importância da água em nossa vidas. A situação está critica em todo estado a nossa proposta é que se priorize o uso humano, depois o uso animal e depois o uso para a agricultura, mas se todos racionalizarem sobra um pouquinho para cada seguimento que é importante na cadeia”, disse.

Banner CHR Hansen 2020

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here