CPT - Centro de Produções Técnicas

A iguaria é um dos mais legítimos representantes da gastronomia mineira, tombada como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro, e certificada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) com o selo Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), que garante sua origem. De acordo com a Aprocan, a região (local de nascimento do lendário Rio São Francisco) abriga cerca de 800 produtores, distribuídos por sete municípios – Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí e Vargem Bonita (a primeira cidade banhada pelo Velho Chico). A produção total, inteiramente artesanal, chega a 16 mil quilos por dia. A altitude e o clima são determinantes para as características do produto e contribuem para definir o terroir, a exemplo dos melhores queijos franceses e italianos. Estes são, aliás, alguns dos requisitos para a denominação do Queijo Canastra conforme exigência do INPI. Na cidade de Medeiros foi erguido o Centro de Qualidade, registrado no Sistema Brasileiro de Inspeção (SISBI), o que lhe autoriza vender o Queijo Canastra em todo o território nacional. Item praticamente obrigatório na cozinha do brasileiro, um Queijo Canastra consome, na sua produção, de 10 a 12 litros de leite, coalho e fermento lácteo natural, tirado do próprio soro. Uma vez pronto, o queijo entra em maturação por cerca de 22 dias. Este processo, usado para “curar” a iguaria, confere-lhe mais qualidade. <b>A marca</b> O lançamento da marca Região do Queijo da Canastra é parte integrante do trabalho que é desenvolvido pelo Sebrae Minas junto aos produtores da Serra da Canastra. “Através da organização de um grupo de produtores de Queijo da Canastra, e trabalhando sua identidade com foco em novos mercados, nosso objetivo é fortalecer sua marca e origem junto aos diversos compradores e consumidores”, ressalta o analista do Sebrae Minas, Ricardo Boscaro. As ações do Sebrae Minas começaram em 2013. Os produtores foram orientados sobre a importância do trabalho em grupo, o fortalecimento do associativismo, a revisão do regulamento de uso da Indicação de Procedência e a análise do mercado. A união dos produtores resulta, agora, no lançamento da marca própria, com novo posicionamento frente ao mercado e consequente fortalecimento do Queijo da Canastra, dos produtores e do território. “É o desenvolvimento da região a partir do queijo, da valorização das tradições e do modo de vida da sua gente”, resume o analista. Novas ações serão desenvolvidas a partir de 2015 visando a ativação das estratégias definidas neste ano.

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