CPT - Centro de Produções Técnicas

Quem for ao supermercado em Blumenau essa semana corre o risco de se deparar com prateleiras vazias no corredor do leite. O desabastecimento previsto por conta da paralisação nacional dos caminhoneiros, que bloqueia rodovias em diversas regiões há duas semanas, começou a atingir Blumenau nos últimos dias. De acordo com Paulo Cesar Lopes, vice-presidente da Associação Catarinense de Supermercados, diversos supermercados de Blumenau já estão com os estoques de leite no fim: Além do problema logístico, pois estamos sem receber as entregas, há o problema na produção, pois diversos produtores de leite precisaram interromper as atividades. Os estoques já estão no fim e poucas entregas têm sido feitas _ explica. Com os produtores precisando jogar leite fora, devido à falta de escoamento da produção, o preço do litro também deve aumentar e refletir nas gôndolas. Segundo Lopes, a variação depende das empresas, mas o valor pode aumentar de 15% até 45%. O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Santa Catarina (Sindileite), emitiu nota na semana passada alertando a população sobre a possível falta de leite. Segundo o sindicato, há também para a indústria catarinense o temor de perder espaço nos mercados para produtos de outros estados, que foram menos afetados na escala de produção. Uma tática que pode ser adotada pelos supermercados para evitar o desabastecimento é o racionamento, ou seja, limitar a quantia de produtos por cliente. De acordo com o diretor do Procon de Blumenau, Alexandre Caminha, esta é uma prática legal, pois visa o bem coletivo. No entanto, o aumento no valor do litro do leite também pode ocorrer e é legal, desde que justificado ao Procon pelos produtores. _ Se o produtor comprovar o aumento no custo da operação, com transporte mais caro ou devido ao prejuízo dos dias de paralisação, ele pode aumentar o preço. Mas isso afeta a nova produção, não o que os supermercados já têm em estoque_ explica Caminha.

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