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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que uma em cada três pessoas no mundo sofram de hipertensão, aproximadamente dois bilhões de indivíduos. A estatística ainda demonstra que cerca de 7,6 milhões morrem por ano no mundo devido a essa doença e suas complicações, principalmente por Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto dentre outras enfermidades. No Brasil, 300.000 pessoas, conforme a OMS, morrem em decorrência da hipertensão e 24,3% da população brasileira sofre de hipertensão arterial. Esse dado é fundamentado pela pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). A aferição foi feita no ano de 2012, e demonstrou aumento em relação a 2006, ano em que foi constatada a taxa de 22,5%. Outra estatística é relacionada ao número de internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência de problemas relacionados a hipertensão. De acordo com essa pesquisa, desde 2010 houve redução, sendo que em 2014 foram registrados 154.633, em 2011 foram 136.633 e no ano seguinte 155.748. <b>Incidência</b> A doença atinge com maior frequência as mulheres, com cerca de 26,9%. Já os homens são acometidos em torno de 21,3%. Esses percentuais variam conforme a faixa etária e a escolaridade dos indivíduos. Já em relação aos idosos na faixa etária a partir de 65 anos, 59,2% declaram-se como hipertensos, enquanto em uma faixa mais jovem da população compreendida entre 25 e 34 anos a taxa é de 8,8%, e entre a juventude com idade entre 18 e 24 é de cerca de 3,8%. <b>Sódio</b> O sódio é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um dos principais causadores da hipertensão arterial. Essa substância está presente em praticamente todos os alimentos industrializados e doces. Assim de maneira inconsciente a população acaba ingerindo o elemento, consumindo taxas acima do considerado ideal pela OMS, que é de 2g de sódio por dia. Desta forma o brasileiro chega a consumir cerca de seis vezes a quantidade recomendada. Os temperos industrializados, o sal, caldos e cubos de carne, galinha e afins, sucos industrializados são os principais itens que possuem altas concentrações de sódio. Esses produtos, geralmente, estão presentes na mesa dos brasileiros, e demonstram o problema relacionado ao consumo da substância. Sal sem sódio Recentemente foi desenvolvido no Brasil um novo produto que promete ser a saída para os hipertensos – o sal sem sódio. A substância é considerada como salgante e que pode contribuir com a redução da ingestão de sódio na alimentação do brasileiro. Para explicar sobre o produto que acaba de chegar ao mercado, a reportagem do Diário da Manhã entrevistou Nilson Capozzi, que possui 30 anos de experiência no mercado farmacêutico e é o sócio-fundador da Matrix Health Foods, empresa que desenvolveu o produto. Entrevista – Nilson Capozzi Diário da Manhã – Como se chegou à ideia de fabricar esse tipo de sal? Nilson Capozzi – Vários países na Europa e os EUA já comercializam produtos similares, objetivando oferecer à população que busca uma alimentação saudável e reduzir o consumo de sódio, uma alternativa alimentar segura e saborosa. Observando estes modelos, nos motivamos ao desenvolvimento de uma solução brasileira. Dados da OMS, que são de 2008, apontam que 40% dos adultos com mais de 25 anos sofriam de hipertensão no mundo. Ou seja, um bilhão de pessoas tinham hipertensão naquele ano, contra 600 milhões de casos em 1980. Em alguns países, onde o consumo de sal convencional é muito alto, chegam próximos a 50% da população. Existem exemplos na Europa e no continente Africano, onde o índice de hipertensão arterial (HA) é próximo a 46%. No Brasil, o índice cresceu nos últimos anos. Saímos de 20% e já estamos próximos a 25% da população com HA. Um crescimento alarmante, de 25%. Atualmente são cerca de 44 milhões de brasileiros hipertensos. Motivação de sobra para desenvolvermos o produto. DM – Como foi o processo de desenvolvimento do produto? Nilson Capozzi – Foram aproximadamente cinco anos de projeto, e algumas tentativas de trazer salgantes importados para o Brasil. Como não obtivemos sucesso, realizamos uma pesquisa, que foi comandada pelo experiente químico e farmacêutico, professor da USP com especialização nos EUA e colaborador de muitas empresas farmacêuticas nacionais e multinacionais, Massayoshi Yoshida. Depois o produto foi testado pela Unifesp em ratos normotensos (sem hipertensão arterial) e hipertensos. O resultado é que após sete e dez dias ingerindo a dose equivalente à recomendada para ingestão humana de sal comum, tanto os normotensos como os hipertensos apresentaram aumento da pressão arterial. Com o Bio Salgante, que é à base de cloreto de potássio, ambos os grupos apresentaram a manutenção da pressão arterial. A tese vai ao encontro do conceito atual da implantação de alimentos que propiciem uma redução da ingestão de sal e terapia não medicamentosa no combate à hipertensão arterial. DM – Quais as principais diferenças e semelhanças entre o sal convencional e o sem sódio? Nilson Capozzi – A principal diferença é a composição. O Bio Salgante é um composto de sais, cujo principal é o cloreto de potássio. As demais substâncias servem para adequar o sabor do produto, tornando-o salgado, muito próximo ao sal. Nos testes de sabor realizados pelo nosso consultor de gastronomia e em outros testes cegos que realizamos, concluímos que a dose é equivalente – um para um, sem necessidade de consumo maior de salgante para salgar a mesma quantidade de comida. A única restrição é em relação à temperatura. O Bio Salgante não deve ser submetido a temperaturas acima de 180 ?. DM – Existe alguma contraindicação para o consumo do produto? Nilson Capozzi – Não. Apenas o portador de insuficiência renal crônica, que tem uma série de restrições alimentares, como queijos, leite e vitaminas em geral, não deve utilizar o Bio Salgante. DM – Este produto pode ser usado na preparação de quaisquer alimentos? Nilson Capozzi – Sim, tomando-se apenas o cuidado de não submetê-lo a temperaturas superiores a 180. DM – O produto passou pelos protocolos de análises da Anvisa e Vigilância Sanitária? Nilson Capozzi – Sim. O produto está devidamente registrado. O registro foi aprovado em março deste ano e as vendas iniciaram em setembro. Ele atende a todos os requisitos exigidos. Com ele, a Anvisa inaugurou uma nova categoria de alimento funcional: o salgante. DM – Existe um limite diário de consumo deste tipo de sal? Nilson Capozzi – A OMS indica para o cloreto de potássio a mesma recomendação que faz para o cloreto de dódio – cinco gramas ao dia. Porém, a dose máxima recomendada é de 100 mEq/ dia, o que seria superior a dois potes diários. Ou seja, um consumo impensável. DM – Qual o valor do produto no mercado? Nilson Capozzi – Por enquanto, o produto está à venda pela internet. O saleiro com 100g está custando R$ 16,90. DM – Este sal está disponível para o mercado varejista? Nilson Capozzi – Está começando. Já iniciamos as negociações com o varejo. Acreditamos que em um período de 3 a 6 meses já tenhamos uma boa rede de distribuição. DM – Quais os principais benefícios que o produto traz a saúde do consumidor? Nilson Capozzi – Ele traz primeiramente liberdade ao indivíduo hipertenso, que é obrigado a preparar sua alimentação separada, sem sódio e sem sabor. Seu maior benefício é não provocar o aumento da pressão arterial, o que é bom tanto para o hipertenso quanto para o normotenso. Além disso, diferentemente do sal comum, ele não retémContentdos, o que colabora também para a manutenção de peso.

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