CPT - Centro de Produções Técnicas

Os produtores de leite do país receberam este mês, em média, R$ 0,986 pelo litro do produto entregue aos laticínios em setembro, segundo levantamento da Scot Consultoria. O valor ficou 0,65% abaixo do pagamento anterior. A pressão decorre do início da safra no Brasil Central, o que eleva a oferta, segundo Rafael Ribeiro, analista da Scot. Conforme o levantamento, houve queda de preços ao produtor entre setembro e outubro em São Paulo (-1,3%), em Minas Gerais (-0,8%) e em Goiás (-1,7%). Também persistiu o recuo nos Estados do Sul, onde ainda há aumento de oferta. Os volumes de leite nessa região, no entanto, devem começar a diminuir no curto prazo, com o fim das pastagens de inverno. Apesar de a seca ter afetado pastagens de regiões produtoras de leite do Sudeste e Centro-Oeste, os preços baixos dos grãos permitiram aos produtores investir mais em alimentação do gado leiteiro este ano, garantindo o crescimento da oferta. "O milho mais barato compensou a seca. Na ausência de pasto, o produtor deu milho", comentou Ribeiro. O índice de captação de leite da Scot mostra incremento de 0,6% na captação em setembro de 2014 na comparação com o mês anterior. Para o mês de outubro, dado parcial indica uma queda de 0,3% em relação a setembro. Com oferta elevada de leite no país, os preços do longa vida também recuaram no varejo e no atacado paulista, segundo a Scot. O litro saiu de R$ 2,27 no atacado paulista em setembro para R$ 2,14 em outubro. No varejo, saiu de R $ 2,81 para R$ 2,79 na mesma comparação. Conforme a Scot, a expectativa é de novas quedas nos preços ao produtor no próximo pagamento, em novembro. Entre os laticínios entrevistados pela Scot, 62% acreditam em queda das cotações, 37% em manutenção e apenas 1%, em alta.

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