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A Rússia vai proibir a importação de frutas, vegetais, carnes, peixes e laticínios dos Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Canadá e Noruega, disse o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, em uma reunião governamental na quinta-feira (7). A decisão acontece após um decreto assinado pelo presidente russo, Vladimir Putin, ordenando ao governo proibir ou limitar importações de alimentos de países que impuseram sanções a Moscou por seu apoio aos rebeldes no leste da Ucrânia e pela anexação da Crimeia. "Não há nada bom em sanções e não foi uma decisão fácil de tomar, mas tivemos que fazer isso", disse Medvedev. A proibição será válida a partir de 7 de agosto e irá durar um ano, acrescentou. <b>Sanções dos EUA e UE</b> A União Europeia e os Estados Unidos, entre outros países, aplicaram uma série de sanções econômicas sem precedentes contra a Rússia desde a Guerra Fria, acusando Moscou de apoiar militarmente os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, o que a Rússia desmente. As sanções proíbem, por exemplo, o acesso dos principais bancos russos ao mercado ocidental de capitais, as exportações de armas e de alguns equipamentos de exploração de petróleo para a Rússia. As sanções do Ocidente, contudo, não foram capazes persuadir Putin a convencer os insurgentes separatistas que lutam contra as forças do governo da Ucrânia desde abril a depor suas armas. A OTAN informou nesta semana que a Rússia aumentou de 12 mil para 20 mil o número de soldados deslocados para a fronteira. Putin anunciou nesta terça-feira que havia ordenado que seu governo preparasse medidas em resposta às sanções.

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