CPT - Centro de Produções Técnicas

Com a entrega do estudo técnico feito pela Secretaria da Agricultura, agora será a vez de a Fazenda mensurar o custo do projeto piloto que pretende colocar fiscalização permanente em três indústrias de laticínios com inspeção estadual. A data para início da experiência depende dessa avaliação do impacto financeiro e, é claro, do aval do governador Tarso Genro. A ideia é adotar a iniciativa nas três maiores unidades com processamento superior a 1 milhão de litros de leite fluido por mês. Esse critério colocaria a fiscalização permanente dentro dos laticínios Santa Rita, Frizzo e Seberi. Para dar conta do trabalho, são ncessários nove fiscais agropecuários. Os profissionais seriam recrutados do cadastro reserva do concurso realizado recentemente. Trabalhariam dentro das empresas, a exemplo do que já ocorre nos frigoríficos. – É uma coisa que não se faz em nenhum outro lugar no Brasil. Se forem chamados novos fiscais, é viável – avalia Antonio Augusto Medeiros, presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro). É bom lembrar que a experiência se restringirá a uma pequena parcela de indústrias que têm fiscalização estadual. A maior parte do leite gaúcho está sob inspeção federal: foi assim com 3,29 bilhões de litros dos 4,3 bilhões de litros produzidos no ano passado. Pela fiscalização estadual, passaram 50 milhões de litros. No meio desse caminho há ainda 245 milhões de litros de leite com inspeção municipal. O aperto no processo de fiscalização é mais uma ação com o objetivo de coibir fraudes que vêm sendo detectadas no Estado. Assunto que, como se viu nesta quarta-feira na abertura, segue dominando as conversas nos corredores da 37ª Expoleite e 10ª Fenasul, em Esteio.

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