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Ao contrário do que diz o ditado, águas passadas poderão mover moinhos. Ou, em outras palavras, mexer com um assunto que parecia estar encerrado. Uma das propostas apresentadas ao governador eleito, José Ivo Sartori (PMDB), fez ressurgir o debate sobre o Fundo Estadual do Leite. Bastou a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) incluir na lista de sugestões a revisão do Fundoleite para reacender a polêmica. O Instituto Gaúcho do Leite (IGL) publicou nota endereçada ao novo governador, na qual elenca razões pelas quais não concorda com o pedido da Farsul. Argumentos reforçados nesta quarta-feira em encontro com o vice-governador eleito, José Paulo Cairoli (PSD). – A lei do fundo foi discutida, no mínimo, um ano e meio. E teve aprovação por unanimidade – afirma Ardêmio Heineck, diretor-executivo do IGL. Desde o princípio da discussão, a Farsul mostrou contrariedade, por considerar a contribuição compulsória uma nova taxa. Governo e indústria entram com partes iguais – R$ 0,0004 por litro de leite. Por meio de convênio, os recursos são repassados ao IGL para ações voltadas ao setor. – Quem paga essa conta são os fornecedores e o consumidor. Temos a pretensão de voltar a discutir o assunto – salienta Jorge Rodrigues, presidente da Comissão do Leite da Farsul. Ao lado do Sindilat, a federação optou por não participar do IGL, composto por 35 entidades. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS) é uma delas. O presidente, Elton Weber, que ontem se reuniu com Sartori, entende que o fundo deve ser mantido, o que não impede que se possa "revisar algumas questões". – Voltar atrás em todo o processo não parece salutar – diz. A polêmica voltou à cena. O que se espera é que não azede de vez as relações de um setor que, mais do que nunca, precisa se fortalecer.

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