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Talvez a iniciativa do Paraná em colocar o assunto à mesa tenha encorajado o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul (Sips), José Roberto Goulart, a trazer de volta uma provocação antiga. Está na hora de discutir para valer a retirada da vacina contra a febre aftosa? A imunização mantém o rebanho gaúcho livre da doença, mas fecha portas no mercado internacional. – Esse é um dos nossos gargalos. Santa Catarina está colhendo os frutos do seu status (sem vacina) – afirma Goulart. Ao falar sobre o assunto, na abertura do 4º Congresso Sul-Brasileiro de Avicultura, Suinocultura e Laticínios (Avisulat), ele sabe que colocou uma pitada de sal nas conversas. Mas entende que é importante debater uma alternativa que possa fazer com que os gaúchos tenham acesso aos “filés” do mercado internacional, como Japão e Chile. São compradores que remuneram bem e, por isso, fazem a diferença nos negócios. Na semana passada, ao abrir a segunda etapa de vacinação, o Paraná também começou contagem regressiva na expectativa pelo reconhecimento de área livre sem vacinação. A estimativa é de que isso possa ocorrer a partir de 2016. O Rio Grande do Sul seria, então, o único dos três Estados do Sul com a vacina. O tema é sensível e está longe de ser uma unanimidade. As marcas deixadas pelo surto de 2000, que obrigou o sacrifício de mais de 11 mil animais no Noroeste, ainda estão na memória. Secretário de Agricultura, Claudio Fioreze diz que a mudança de status não está na ordem do dia. Mas lista evoluções importantes, como os investimentos em defesa, e indicativos positivos, como a ausência de focos no Estado há 14 anos. Há ainda a sinalização de avanços em países vizinhos. – Tudo isso pode precipitar, no início do próximo governo, uma discussão – pondera.

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