CPT - Centro de Produções Técnicas

e acordo com o superintendente técnico da Faemg, Altino Rodrigues Neto, faltam apoio e acesso à assistência técnica, o que é fundamental para que possam evoluir”. Segundo ele, existem, hoje, centenas de produtores em processo de regularização, que é considerado lento. Como a maioria dos produtores é do sistema de agricultura familiar, com produção variando de cinco a dez queijos por dia, atender às exigências da legislação é oneroso, o que dificulta a conclusão dos processos. A regulamentação permite que o queijo seja comercializado formalmente, agregando valor. Muitos produtores que investiram no processo já negociaram o queijo a valores acima de R$ 50 o quilo, preço que é suficiente para cobrir os custos e garantir renda às famílias. “O processo de regulamentação exige que o produtor invista na estrutura das unidades e na sanidade do rebanho e, por isso, o processo se torna lento. Nesta etapa, o acesso à assistência técnica é essencial e daria agilidade, mas a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que tem profissionais capacitados, enfrenta problemas com a falta de pessoal para atender a demanda”. Uma das prioridades da Comissão, segundo Rodrigues Neto, será a cobrança para que o Estado volte a incluir os produtores que já se adequaram à legislação no Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi), já concedido pelo Mapa e que está, momentaneamente, suspenso. “O Estado perdeu o poder de incluir os produtores que se adequaram ao Sistema Brasileiro de Inspeção, o que permite a venda do queijo para outros estados. Este problema precisa ser resolvido, uma vez que pode causar desânimo no setor. Esperamos que esta situação se reestabeleça rapidamente com o apoio da Comissão e da Faemg”, afirmou Rodrigues Neto.

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