CPT - Centro de Produções Técnicas

Depois de um ano de lacuna, Juiz de Fora volta a sediar o Minas Láctea, um dos principais eventos do setor laticinista da América Latina. A boa notícia, além da “determinação da diretoria” de manter a periodicidade anual, é a expectativa de a fábrica-escola do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), no Bairro Santa Terezinha, região Nordeste, reabrir, de fato, ao varejo em até 30 dias. Este foi o posicionamento do presidente da Epamig, Rui Verneque, durante a abertura do evento, que promete reunir cerca de 15 mil pessoas até amanhã. Segundo ele, a intenção era ter retomado a produção ao mercado ainda este mês. As pendências, explica, consistem em elaboração e entrega de manuais de boas práticas de produção e fabricação, necessárias para liberação do Serviço de Inspeção Federal (SIF) concedido pelo Ministério da Agricultura e rotulagem dos produtos. Conforme Verneque, a fábrica começa a operar em escala mínima – 1.500 litros ao dia, sendo que o potencial é de 16 a 32 mil litros/dia. A princípio, serão sete produtos vendidos, entre queijos, iogurte, manteiga, bebida láctea e doce de leite. O presidente afirma que não há capacidade operacional para expansão, sendo necessária parceria com iniciativa privada tanto para garantir matéria-prima quanto para comercializar os produtos. Em pequena escala, será atendida a demanda regional. A Epamig pretende fazer chamamento público para conhecer os estabelecimentos que têm interesse na produção do ILCT. Como o SIF exige comercialização em outros estados, a intenção é viabilizar a venda também no Rio de Janeiro. Com as atividades comerciais interrompidas desde 2008, e após cinco anos de reforma – que consumiram recursos da ordem de R$ 3,3 milhões -, a unidade fabril foi oficialmente inaugurada em outubro de 2013, com a perspectiva de retomada das atividades ainda naquele ano, o que não aconteceu. <b>Obras no imóvel</b> Durante a abertura do Minas Láctea, o presidente também destacou a intenção de investir mais de R$ 2 milhões no Cândido Tostes. A maior parte do bolo (R$ 1,4 milhões) será destinada a reformar o prédio em que estão sendo construídos laboratórios, salas de aula e espaços para pesquisadores e professores. Estas obras chegaram a ser iniciadas, mas não foram concluídas. O recurso restante será destinado à melhoria de toda a instalação elétrica, além de pisos e asfalto. Conforme Verneque, a verba está garantida pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Após visita do gestor do programa, esperada para este mês, a meta é formalizar os projetos e dar início às licitações. Não foi definido prazo para o início das obras. “Espero que seja o mais rápido possível.” O chefe-geral do ILCT, Leandro Viana, comenta que retomar a operação comercial da fábrica depois de sete anos não é um processo simples. Ele destacou, ainda, a responsabilidade na fabricação de alimentos. “Estamos trabalhando muito para isso. A cidade pode ter certeza que, todos nós da Epamig, somos os maiores interessados que a fábrica volte a funcionar comercialmente. Vamos persistir, porque daqui a pouco o resultado virá.”

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