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Muitas vezes, é recomendado evitar certos tipos de queijo devido a seus altos teores de gordura. Mas uma pesquisa feita pela universidade College Dublin, na Irlanda, descobriu que o alimento pode trazer benefícios aos índices corporais de colesterol.

Os cientistas estudaram o impacto dos laticínios na saúde de 1.500 participantes e descobriram que os consumidores de mais derivados do leite tinham menor IMC e tiveram o seu percentual de gordura reduzido.

Além disso, os participantes foram divididos em quatro grupos: o primeiro consumia cheddar, o segundo uma mesma versão do alimento e manteiga com teor de gordura reduzido, o terceiro apenas manteiga e suplementos que correspondiam à proteína e ao cálcio do produto, enquanto o quarto não consumia queijos. No final da pesquisa, todos os participantes que comiam os derivados do leite tiveram os níveis de colesterol reduzidos, mas aqueles que foram suplementados ou receberam as versões com menos gordura tiveram os resultados mais tímidos.

As conclusões foram surpreendentes, uma vez que os queijos mais amarelos são contraindicados em diversas dietas por conterem altos teores de gordura saturada, apontada como responsável por agravar riscos de doenças cardíacas.

Já uma outra pesquisa publicada pelo American Journal of Clinical Nutrition, aponta o consumo de laticínios integrais pode não estar ligado à elevação dos riscos de ataque cardíaco ou qualquer tipo de acidente vascular. Aproximadamente 3 mil adultos tiveram os níveis de gorduras lácteas no sangue medidos, a fim de estimar a quantidade do macronutriente proveniente de derivados do leite na corrente sanguínea. Por meio das avaliações, eles puderam identificar com exatidão moléculas vindas de todos os alimentos consumidos pela pessoa, concluindo que as doenças cardiovasculares podem não estar ligada ao queijo.

O artigo segue a tendência de uma série de estudos que sugerem que a gordura não deve ser considerada o vilão da alimentação, podendo ajudar na perda de peso e na saúde. “Nossas descobertas não apenas apoiam, mas também fortalecem, significativamente, o crescente corpo de evidências que sugere que a gordura láctea, ao contrário da crença popular, não aumenta o risco de doença cardíaca ou mortalidade geral em adultos”, disse Marcia Otto, principal autora do estudo e professora assistente da Escola de Saúde Pública da Universidade do Texas.

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