CPT - Centro de Produções Técnicas

Para começar esta matéria, quero sugerir a você leitor um exercício de associação. Topa? Então, vamos lá! Quando se fala em Minas Gerais, qual é a primeira referência que vem à sua cabeça? Se a resposta foi comida mineira, continue lendo o texto. Se não, pode ir para o próximo parágrafo. Dentro da gastronomia mineira, qual ingrediente ou produto você tem como símbolo? Não há outra resposta que não seja queijo! Após acertar mais uma vez, vamos para a pergunta final: qual é o queijo que recentemente caiu na graça dos chefs e cozinheiros de plantão? Sim, ele mesmo: o bom e saboroso queijo canastra. Uma lojinha charmosa e recém-inaugurada no Mercado Central de BH – onde antes ficava uma agência do Banco do Brasil – é o ponto de partida. A Roça Capital pode ser considerada uma butique de queijos e mercadorias típicas do Estado. Os produtos ficam expostos de maneira minimamente pensada e organizada, destoando até das demais lojas do Mercadão. Entre os destaques, além dos queijos curados, estão os com raspa de tacho, os tradicionais doces de leite do interior, goiabadas, temperos e condimentos típicos, cachaças e cervejas artesanais. Duas vezes por dia – uma na manhã e outra na tarde – são feitas fornadas de bolo. Sempre no período vespertino, com a pontualidade britânica, às 15h, 15h30 e 16h, são assados pães de queijo. “Quero ter uma relação de sinceridade com o meu cliente. Trabalho com produtos diferenciados e de qualidade. Se falo que um queijo é da canastra, ele é da canastra. E não ‘tipo’ canastra. Quero resgatar aqui um pouco desses artigos tradicionais, que são muito procurados, mas pouco explorados”, diz o jovem empreendedor e proprietário Guilherme Vieira. <b>Reconhecimento</b> Desde 2008, o modo típico de preparo dos queijos artesanais da região do Serro e da Serra da Canastra foi reconhecido como patrimônio cultural do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O queijo da serra da Canastra tem o sabor acentuado, amanteigado e uma coloração amarelada. Os municípios nos quais é feito o típico queijo da Canastra – Bambuí, Madeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Tapiraí, Vargem Bonita e Delfinópolis, de acordo com a Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural). <b>Origem</b> Antes de abrir a loja, Guilherme visitou a região da Canastra e os produtores durante uma ação em conjunto com o projeto Origem, do Senac. Nesse tour, ele teve a oportunidade de conhecer e ver de perto não apenas os queijos, mas também de vivenciar a sua produção, nuances e características. Foi assim que o empresário conheceu e conseguiu vender alguns dos melhores exemplares de queijo canastra da região. Entre eles, destaque para o queijo do Lionesesar, que para ordenhar as vacas não utiliza ração e chama os animais pelo nome. “Enquanto a maioria dos produtores termina a ordenha por volta do meio-dia, ele acaba lá pelas 16h”, conta Vieira. Outro destaque é o queijo Capim Canastra, do produtor Guilherme Ferreira, que aparece como uma surpresa na região: de uma varanda nos fundos da fazenda, saem diariamente 20 unidades de 1 kg, produzidas com o leite ordenhado de 35 vacas. “O Capim Canastra é excelente. Além de ser consistente e ter uma ótima textura, ele é aromático por causa do cheiro do capim que ventila pela queijaria. Vendo ele como o melhor da loja para aperitivo”, confidencia o dono da loja. <b>Sábado é dia de aprender, conhecer produtores e comprar na Roça Capital</b> Dentro da sua proposta de aproximar clientes e produtores, Guilherme Vieira está organizando aos sábados alguns encontros entre essas duas parte na sua loja. “Sábado é o nosso dia de maior movimento. De acordo com os dados obtidos e analisados nos três primeiros meses de funcionamento, já sabemos que cerca de 750 pessoas passam por aqui neste dia e que desses, entre 200 e 250 realiza algum tipo de compra”, conta o empresário. Um dos destaques do fim de semana no Roça Capital está no café coado na hora. Mas para experimentar essa delícia, coado de três maneiras (V6, Aeropress e French Press) uma placa na estrada do estabelecimento já avisa: Nosso café é coado na hora e sem pressa. O grão vendido por lá é o Café das Amoras, do produtor Felipe Brazza, que é figurinha marcada na loja por ministrar cursos de como extrair o melhor café. Do tipo cereja natural, Café das Amoras é produzido por duas fazendas, a Fazenda das Amoras e a Fazenda Estância Santa Luzia, em locais com uma altitude média de 900 metros. Os grãos são lavados e secados em terreiro suspenso. Após a secagem, os grãos são armazenados em moegas de madeira e descansam antes do seu beneficiamento. Posteriormente, são levados para armazéns certificados.

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