José Leite, Onésio Silva e Arnaldo Pinto se juntam a outros 254 profissionais que possuem selo nacional.

CPT - Centro de Produções Técnicas

Três novos produtores de queijo minas artesanal receberam nesta terça-feira (9) certificados de registro do produto, que dá a eles reconhecimento internacional.

Com isso, José Carlos Leite, Onésio Leite da Silva e Arnaldo Adams Ribeiro Pinto se juntam a outros 254 profissionais que possuem o mesmo documento do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Eles receberam o documento das mãos do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), em São Roque de Minas.

Onésio Leite da Silva é um dos produtores de queijo canastra em São Roque de Minas que recebeu certificado (Foto: Adriana Holierl)
Onésio Leite da Silva é um dos produtores de queijo canastra em São Roque de Minas que recebeu certificado (Foto: Adriana Holierl)

Silva, que ficou em primeiro lugar no “Concurso Regional de Queijos Artesanais”, que ocorreu no dia 3 de maio, em Piumhi, disse que o certificado é um marco, porque garante que o produto será vendido de forma legal.

De acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), agora são 257 produtores mineiros aptos a produzir queijo minas artesanal. Eles estão distribuídos em sete microrregiões, reconhecidas como produtoras: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro.

João Carlos Leite, presidente da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), diz que a conquista da certificação foi resultado de um trabalho que durou 20 anos. “Essa é uma data histórica para o queijo minas artesanal, que já tem mais de 300 anos de tradição. A cultura mineira nasceu junto com o queijo e agora o queijo de Minas está tendo o reconhecimento”, afirmou.

Já o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão, ressaltou que a produção de São Roque de Minas tem importância econômica e social. “A Serra da Canastra tem um simbolismo de simplicidade e trabalho, mas não é simplório. Sabemos que o governo precisa avançar mais na legislação, na assistência técnica, mas pensar que de cada três pessoas em São Roque, uma vive do queijo, significa muito”, pontuou.

Demanda antiga

O prefeito de São Roque de Minas, Roldão de Faria Machado (DEM), comparou o certificado a uma medalha de ouro. “É o primeiro lugar no pódio”, disse.

Na avaliação de Fernando Pimentel, a conquista do certificado é importante para que os negócios dos produtores cresçam. “Minas Gerais tem algumas regiões com certificação de origem do queijo e a principal delas é a Canastra. Igual aos dos queijos franceses. Aliás, nós identificamos aqui a mesma bactéria que produz o queijo Camembert, na França. Dentro de pouco tempo nós vamos competir com os melhores queijos do mundo”, observou.

Cadastramento

Produtores rurais que quiserem se cadastrar como fabricantes do queijo minas artesanal devem seguir os critérios estabelecidos pela Portaria 1.305 do IMA. Dentre as normas estão:

  • Certificado de conclusão do curso de boas práticas de obtenção do leite e de produção de queijo por todos os envolvidos no processo de ordenha e de produção de queijo dentro da propriedade, incluindo novos funcionários que eventualmente vierem a ser contratados;
  • Análise do leite produzido nas propriedades rurais onde estão localizadas as queijarias;
  • Controle sanitário dos rebanhos na propriedade rural e a não comercialização do queijo minas artesanal sem a devida aprovação da rotulagem pelo IMA.
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