CPT - Centro de Produções Técnicas

Produtores de Forquilhinha, no Sul catarinense, têm apostado na homeopatia em animais para garantir um rebanho mais saudável e leite de melhor qualidade. "O foco é melhorar não só a qualidade do leite, mas a qualidade de vida. Oferecer para a população um leite melhor", afirma Fernando Back, gerente administrativo da Coopernova. 25 produtores já trocaram o tratamento tradicional pelo método alternativo. Antônio e Josete, por exemplo, trocaram antibióticos pelos remédios homeopáticos há um ano. "Estamos economizando também no antibiótico, que não precisa comprar, e esse aí é bem mais barato", diz o produtor Antonio Minatto. A propriedade deles faz parte de um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) que incentiva o uso de remédios naturais na pecuária leiteira. O tratamento homeopático veterinário tem o mesmo princípio que para os seres humanos. De acordo com os responsáveis pelo projeto, os animais também tem uma energia vital que pode se desequilibrar e a homeopatia restaura essa ordem e ajuda na recuperação da saúde. Na pecuária leiteira, a homeopatia é usada principalmente na cura da mastite, uma infecção nas tetas do animal e que provoca perdas significativas na produção. "A gente vem tratando esses animais e nota um decréscimo nessas enfermidades. Por exemplo, a taxa de mastite em algumas propriedades caiu de 70% para 10,8 5% dos animais com problemas. Quer dizer a doença não desaparece, mas os animais ficam menos suscetíveis e, com isso, a qualidade do leite melhora bastante", conclui o médico veterinário homeopata Marcelo Silva Pedroso. <b>Em uma busca de comprovação científica</b> A Epagri fez uma parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina para tentar comporvar cientificamente os resultados. "Coletamos amostras, dados dos animais, levamos isso pra laboratórios, fazemos análises para depois transformar isso em números, em evidências, mostrar cientificamente qual é a eficiência desse método", explica Daniele Cristina da Silva Kazama, professora de Zootecnia da UFSC. Mesmo sem comprovação científica, Josete e Antonio apostaram na pecuária sustentável. Para eles tem sido garantia de leite de qualidade e de bons lucros. "A gente vê grandes resultados, e também a melhora do rebanho. um rebanho tranquilo, pode ver, e vai melhorando todo dia”, diz Josete Inês Eyng Minatto.

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