CPT - Centro de Produções Técnicas

Chuvas e alta produtividade motivaram as quedas de preço mais recentes No acumulado de 2015, o produtor de leite brasileiro já recebe quase 10% a menos pelo litro, na comparação com 2014. Em tempos de altos custos de produção, a situação deixa o produtor ainda mais desanimado. “Uma quebra dessa por litro para nós, pequenos produtores, é bastante. Acho que muito produtor vai desistir. O mais difícil é o encarecimento do insumo, da ração, do farelo, do combustível e da energia elétrica”, diz o produtor José Dini Sobrinho. A explicação para a queda no preço do leite na última quinzena está na produtividade e nos elevados estoques em quase todas as regiões do país. Na cooperativa que compra leite de Dini Sobrinho e de mais 40 produtores da região de Piracicaba, interior de são paulo, o volume de recolhimento diário passou de 6 mil litros para oito mil só no último mês. “A tendência ainda é de aumento, mas tudo depende do clima. Se continuar chovendo, aumenta a produção. É um produto muito perecível, não tem como estocar. Mesmo fabricando queijo e iogurte, o tempo é curto. Então precisa desovar. E o preço acaba caindo”, diz Fernando Codo, gerente da cooperativa, além da boa oferta de leite no mercado, a demanda interna não tem correspondido. Do ano passado pra cá, a cooperativa registrou baixa de dez por cento nas vendas para padarias e supermercados da região. Segundo Codo, a cooperativa notou que caiu o consumo de queijo, de iogurte, até do próprio leite houve uma queda. Diante desse desequilíbrio entre oferta e procura, a queda no preço no mercado nacional também sofreu interferência das importações de leite em pó, que aumentaram 40% entre agosto e setembro deste ano. “A tendência ainda é de aumento, mas tudo depende do clima. Se continuar chovendo, aumenta a produção”, afirma Wagner Yanaguizawa, pesquisador do Cepea.

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