CPT - Centro de Produções Técnicas

A seca que vem castigando o Rio Grande do Norte reduziu quase pela metade a produção de leite de cabra no estado. Em 2012, essa produção chegava a 11 mil litros por dia. Atualmente, é de apenas 5,7 mil litros por dia. Para levar mais informações e medidas que possam minimizar esses efeitos, o Sebrae no Rio Grande do Norte realizou nove palestras voltadas aos produtores neste sábado (17) na programação da Festa do Boi, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim. Entre os temas discutidos, foi tratada a sanidade dos caprinos e ovinos e o uso do ultrassom no manejo reprodutivo pelo veterinário Carlos Henrique Souza, consultor do Sebrae. “Atualmente, o principal mal que atinge os rebanhos é realmente a fome, devido à seca. Mas, para garantir a saúde dos animais, é imprescindível que seja realizado um trabalho preventivo, através da vacinação, evitando variados tipos de doenças. É isso que procuramos orientar aos produtores”, afirma Carlos Henrique, destacando que o uso do ultrassom também é uma medida preventiva. “O ultrassom é utilizado para avaliar os animais não gestantes e com problemas reprodutivos. Os animais que apresentam problemas e não possuem alto valor genérico, são destinados ao descarte”, esclarece. A utilização do ultrassom está à disposição do produtor através do projeto Bode Móvel, que visita as caprifeiras do estado e também pelo Aprisco Potiguar. Para se beneficiar da ação é necessária a organização dos produtores, realizando a identificação dos animais. O ultrassom é usado principalmente nas cabras leiteiras. Atualmente, mais de 700 produtores rurais são atendidos em todo o estado, com várias ações, como orientação técnica, auxílio para acesso ao mercado, capacitação e difusão de novas tecnologias. “Buscamos estimular a organização dos produtores em associações e cooperativas e desenvolver ações concretas para tentar recuperar o cenário, minimizando os efeitos da estiagem e ampliando a produtividade do rebanho”, destaca Vamberto Torres, gestor do projeto.

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