CPT - Centro de Produções Técnicas

Empresários experientes costumam dizer que, quando há uma crise, um dos impactos no mercado consiste no crescimento da venda de alimentos considerados básicos. O leite é um deles; o aumento da fabricação do produto mostra que essa máxima pode ser verdadeira. No Ceará, a captação de leite cresceu 22%. O dado foi fornecido pelo grupo Betânia, que detém 42,28% do mercado local. Nem o inverno fraco tem derrubado os resultados do setor, que continua ampliando a produção e reduzindo preços, seguindo o movimento de outras commodities. O empresário Bruno Girão (foto), diretor-presidente da Betânia, diz que o preço do leite caiu 11% neste início de ano em relação ao mesmo período de 2014. “O mundo inteiro está fabricando mais leite, e o Brasil também”, acrescenta. A tendência é de uma recuperação dos valores no segundo semestre mas, por enquanto, os volumes de produção subiram e os preços ficaram menos elevados. <b>Investimento</b> O grupo Betânia pretende investir R$ 20 milhões este ano na ampliação e modernização da produção de iogurte no Ceará. A companhia também duplicou a produção da linha Longa Vida, em Pernambuco, e assumiu a liderança do mercado no Nordeste. Pela pesquisa realizada pela consultoria Nielsen, em fevereiro, a empresa tem 22,9% do segmento na região. Bruno Girão diz que os resultados são frutos de muito trabalho. O grupo ampliou sua equipe de vendas e tem lançado novas linhas de fabricação. A última novidade foi o iogurte grego, que já conseguiu 7% do segmento. A marca Betânia vai completar 45 anos e deve também preparar uma campanha de comemoração.

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