CPT - Centro de Produções Técnicas

A sétima alta consecutiva verificada na cotação do leite vem impulsionando a recuperação da margem dos pecuaristas mineiros. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em agosto, referente à produção entregue em julho, o produtor recebeu, em média líquida, R$ 1,01, avanço de 3,83% no mês. No período, a captação do produto em Minas ficou 0,96% maior, mas a demanda um pouco mais aquecida contribuiu para a alta dos preços. Para setembro, a expectativa é de recuo nos valores, uma vez que é esperada expansão significativa na captação. De acordo com os pesquisadores do Cepea, a valorização do preço do litro do leite neste ano está sendo diferente dos anos anteriores, quando o pico de preços é registrado entre março e julho, período em que a produção fica menor em função da entressafra. Porém, neste exercício, a demanda pouco aquecida fez com que a elevação dos valores fosse gradual, estendendo até agosto, quando as produções das regiões Sudeste e Centro-Oeste voltam a crescer e a do Sul tende a reduzir. O levantamento mostrou que o Índice de Captação de Leite do Cepea (Icap-L/Cepea) aumentou 1,67% em relação a junho, puxado principalmente pelos estados da região Sul. Em Minas Gerais a produção avançou 0,96%. Mesmo com a produção maior, o preço líqüido pago pelo litro de leite ficou em R$ 0,99, em agosto, levando-se em conta a média Brasil, ponderada pelo volume captado em julho nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Bahia. Frete – Em comparação com o mês anterior, a elevação foi de 2,09% nos valores pagos pelo leite. Porém, a média atual ainda é 10% menor que a de agosto do ano passado. No período, o preço bruto, que inclui frete e impostos, alcançou R$ 1,08 por litro de leite, acréscimo de 1,9% em relação a julho e queda de 9,6% frente a agosto de 2014. Em Minas Gerais, o preço líqüido do leite atingiu a média de R$ 1,01 por litro, valor 3,83% superior ao praticado no mês anterior. A média bruta estadual encerrou o período a R$ 1,10 por litro, alta de 3,45% frente aos valores praticados em julho. Entre as regiões produtoras de leite, destaque para a Zona da Mata. De acordo com o Cepea, o preço líqüido médio do leite avançou 7,75% na região ao longo de agosto, com a cotação chegando a R$ 0,93. O valor bruto, R$ 1,00, aumentou 5,97%. Alta expressiva também foi verificada no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O valor líqüido do litro de leite avançou 4,58%, com o produto negociado a R$ 1,11. Já o preço bruto, R$ 1,20, ficou 4,4% maior em agosto. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o litro de leite foi negociado a R$ 1,04, média líquida, e R$ 1,15, média bruta, aumento de 4,77% e 4,22% respectivamente. No Sul e Sudoeste do Estado o litro de leite foi negociado entre o valor líqüido de R$ 0,79 e bruto de R$ 0,86, aumento de 2,51% e 2,26%, respectivamente. No Vale do Rio Doce, os pecuaristas receberam 1,23% a mais pela comercialização do leite, uma vez que o preço líqüido ficou em R$ 1,08. O preço bruto variou 1,01%, com o produto avaliado em R$ 1,19. Para setembro, a expectativa da maioria das cooperativas e laticínios consultados pelo Cepea é de que, com o avanço da produção do Sul do País e o aumento no volume de chuvas no restante do Brasil, a produção leiteira se eleve e as cotações percam fôlego nos próximos meses. Em números, 48,5% dos laticínios e cooperativas consultados pelo Cepea que representam 43,5% do leite amostrado acreditam em queda nas cotações. Outros 27,3% (47,2% do leite amostrado) sinalizam estabilidade e um grupo menor, de 24,2% dos pesquisados (9,3% da amostra), acreditam na continuidade das altas dos preços.

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