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RIO – No início de agosto o presidente Vladimir Putin anunciou um embargo a alimentos saídos da União Europeia, Estados Unidos, Austrália, Canadá e Noruega. E as restrições já são sentidas pelos consumidores russos. Segundo a BBC, o jornal russo Kommersant informou que a carne de porco usada para fazer carne processada subiu 6% desde o dia 7, quando a sanção começou a valer. O preço dos alimentos em São Petersburgo, uma das maiores cidades russas, avançou 10% desde então, mas essa inflação já era notada antes da suspensão das importações, de acordo com a BBC. Anatoly Kotov, chefe de política econômica do governo de São Petersburgo, disse que a carne de porco ficou 23,5% mais cara, e o frango, 25,8%. Apesar de ter afirmado, nesta segunda-feira, que as sanções não levariam a um aumento nos preços, o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, afirmou que esperava que o bloqueio não durasse muito. Ao site russo RBK, Nina Oding, economista do centro de pesquisa Leontief Centre, criticou o que ela chamou de "esforços atrapalhados do estato para, de alguma forma, regular a definição de preços". Segundo ela, este tipo de ação falhou na época da União Soviética – deixando prateleiras vazias nos mercados – e da Rússia dos anos 1990. Voltando a citar o Kommersant, a BBC diz que os preços no Extremo Oriente da Rússia subiram ainda mais do que em São Petersburgo. Na ilha de Sacalina, localizada no Mar de Okhotsk, o queijo subiu 10% e a carne, 15%. E o preço das coxas de frango disparou 60%. A Rússia determinou o embargo a nações que impuseram sanções ao país em função da postura de Moscou na crise na Ucrânia. Nesta segunda-feira, um jornal russo afirmou que o bloqueio de importações pode ser ampliado e abarcar também o mercado automotivo.

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