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Os preços dos lácteos no mercado internacional voltaram a registrar valorização expressiva ontem no pregão quinzenal da plataforma Global Dairy Trade (GDT), que tem entre seus principais participantes a cooperativa neozelandesa Fonterra. A cotação do leite em pó integral subiu mais 12,9% sobre o leilão anterior, para um valor médio de US$ 2.824 por tonelada, enquanto o leite em pó desnatado teve alta de 13,4%, para um preço médio de US$ 2.267, conforme dados divulgados pela plataforma. Os preços negociados nesse leilão são referência para o mercado internacional de lácteos. O pregão de ontem teve 180 participantes e vendeu 35.243 toneladas de produtos lácteos. No leilão anterior, no dia 16 de setembro, houve 186 participantes e 36.050 toneladas de lácteos foram vendidas. Com a nova valorização, o leite em pó brasileiro fica mais competitivo no mercado internacional, apesar de o dólar ter baixado em relação ao real nos últimos dias, dizem analistas. Depois de atingirem baixas históricas em agosto, os preços dos lácteos no leilão da plataforma GDT começaram a subir em meados daquele mês, depois que a Fonterra, maior exportadora de lácteos do mundo, anunciou que reduziria suas ofertas nos pregões. O efeito foi imediato e houve alta em todos os leilões desde o anúncio. Para Laércio Barbosa, do Laticínios Jussara, a nova valorização ainda reflete a estratégia da Fonterra de reduzir as ofertas de lácteos. Mas Valter Galan, analista da consultoria especializada em lácteos MilkPoint, considera que a alta de ontem já é resultado do aumento da demanda por lácteos por parte de países africanos e do Oriente Médio. Além disso, segundo o analista, também há negociações com lácteos a preços mais elevados fora do leilão, o que influenciou os valores no pregão. Na Europa, por exemplo, tem havido negócios com leite em pó integral por entre US$ 2.600 e US$ 2.800 e na Oceania, a US$ 3.000 por tonelada. A China, no entanto, um dos clientes que têm capacidade de influenciar os preços internacionais, continua fora do mercado, de acordo com Galan. Para o analista, a redução da oferta pela Fonterra tem influência nas cotações negociadas no leilão, mas não é mais a principal razão. Ele acrescentou que também começa a haver queda nos estoques de lácteos dos EUA, outro importante exportador de lácteos.

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