CPT - Centro de Produções Técnicas

O preço do leite está mais caro nas prateleiras dos supermercados: nos últimos três meses, o leite longa vida subiu 13% no Paraná. O aumento, no entanto, não significa que o produtor de leite está ganhando mais pelo produto. "O pecuarista não tem poder sobre o preço, ele é simplesmente o tomador do preço que o mercado está disposto a pagar", aponta o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) Dirlei Manfio. No campo, o aumento do custo de produção é real. Período de entressafra, pastagens ruins e a própria crise econômica influenciam o orçamento do produtor. O custo de produção de Jairo Luiz Ramos Neto aumentou 20%. "Não é a quantidade, é a qualidade da comida que faz a diferença. E, para oferecer ao gado uma comida de qualidade está custando muito mais", diz. Jairo faz duas ordenhas por dia e já sentiu queda na produção. No verão, cada animal produzia, em média, 18 litros por dia. Agora, a produção não passa de 12 litros. Além da alimentação, outros gastos pesam no orçamento. "Nós tivemos elevação nos custos de insumos, preço de ração, adubos, semente, fornecimento de sal mineral, medicamento. Tudo subiu em função do dólar. Então, é um momento que você não está ganhando muito. Talvez nem esteja ganhando", avalia. Mas, segundo o vice-presidente do Conseleite, Ronei Volpi, as perspectivas futuras para este mercado são positivas. "Precisamos aprimorar questões de gestão, reduzir ineficiências em cada propriedade, ajustar custo de produção. E, em um médio prazo, dois e três anos, o Brasil vai continuar crescendo e eu não tenho dúvdias que o país vai ser um grande exportador de lácteos como é hoje com carne de frango", profetiza.

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