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Um dos produtos que é base da economia da região está com preço em plena queda. Um litro de leite in natura resfriado chegou a render para o produtor R$ 1,80/litro. Com a estiagem o preço caiu para R$ 1,20/litro e a previsão, agora que chuvas chegam, pastagens melhoram e o leite aumenta, a previsão é de mais queda. José Carlos Ferreira, presidente da Cooperativa dos Produtores de Leite da Região de Iporá (Cooprol) prevê que, assim que a oferta do produto aumentar um pouco mais, o produto vai ter preço inferior a R$ 1,00/litro.

Os produtores de leite da região estão reclamando muito das condições do mercado. Nem mesmo em cooperativas, como na Cooprol, que faz negociação coletiva, consegue-se preço bom. Aquele produtor que não é cooperado e faz a negociação isolada com o laticínio, recebe com preço ainda menor para seu produto. Esse valor atual de R$ 1,20 é na Cooprol, com um volume de 19.000 litros de leite por dia que são vendidos para a Italac.

Da análise de preço de leite e de custo operacional, o presidente da Cooprol, José Carlos Ferreira, traz a afirmação que essa atividade está em um de seus piores momentos. Explica ele que “a estiagem passada foi dura e prolongada, com pastagens que foram ficando ruins a partir de março e, com a necessidade de muita ração, o custo subiu muito, já que para os produtos de nutrição a alta de preços sempre foi crescente e permanente”.

Atualmente, a Cooprol está comercializando 10.000 litros/dia a menos do que no ano passado, nessa ocasião (outubro). José Carlos explica que isso é porque a estiagem nesse 2016 foi mais trágica. Só agora pastagens melhores vão dar condições para produção de mais leite. A Cooprol está com três caminhões para transporte de leite das fazendas ao posto de coleta, na Avenida 15 de Novembro (antigo Laticínios Borges). Esse transporte é uma fonte de renda da cooperativa. Porém, com menos leite sendo produzido, a receita da Cooprol também diminui. É o que explica o presidente José Carlos Ferreira.

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1 COMENTÁRIO

  1. Setembro é o mês que vamos receber agora em outubro, e as chuvas estão vindo agora, inclusive tive mais da metade dos meus pastos queimado, tive que comprar cana, silagem, enfim, estou até hoje no aperto, então abaixar prêço do produtor agora, é covardia, e os mercados, poucos foram os que diminuiram seus prêços.

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