CPT - Centro de Produções Técnicas

O preço bruto do leite pago ao produtor subiu 0,77% em janeiro, na comparação com o mês anterior e chegou a R$ 1,0615/litro. Entretanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve recuo de 4,5% em termos reais (deflacionados pelo IPCA de dez/15). As informações são do levantamento elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), considerando a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP). Contrariando as expectativas sazonais, a captação do produto recuou em dezembro, pressionando a oferta. Assim, mesmo com a demanda considerada enfraquecida, houve aumentos dos preços em algumas regiões. A menor oferta resultou das condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras na virada de 2015 e já está sendo vista pelos agentes do mercado como uma tendência para os próximos meses. O índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP­L/Cepea) recuou 1,27% de nov/15 para dez/15. Os altos volumes de chuvas na região Sul do País no segundo trimestre de 2015 deram espaço a um período mais seco, principalmente no Rio Grande do Sul, que, atrelado ao aumento da temperatura, continuou prejudicando a produção de leite. Já no Sudeste e Centro­Oeste, foi o aumento das precipitações que afetou a atividade leiteira em algumas regiões. Com a necessidade de suplementação da alimentação do rebanho, alguns produtores estão optando por secar as vacas como alternativa para reduzir os custos, pois os preços da ração são muito altos nessa época do ano. Dos sete estados considerados no ICAP­L/Cepea, apenas Goiás e São Paulo registraram leve aumento de captação, de 2,12% e 0,72%, respectivamente. Os demais apresentaram queda, com destaques para o Rio Grande do Sul e Paraná que recuaram 3,14% e 2,58%, respectivamente. Para os próximos meses, a maioria dos representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea acredita que haverá nova alta nos preços pagos ao produtor. Entre os entrevistados, 51,9% dos agentes (que representam 66,7% do volume amostrado) acreditam em valorização. Outros 36,5% dos colaboradores consultados pelo Cepea esperam estabilidade em fevereiro (estes representam 25,6% do leite amostrado). Já 11,5% dos entrevistados ainda têm expectativa de queda nos valores no mês que vem.

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