CPT - Centro de Produções Técnicas

As importações de leite em pó em novembro, de 58,6 milhões de litros em equivalente leite, registraram expressiva alta de 19% frente a outubro e de 30% na comparação com nov/13, segundo dados da Secex. Esse forte crescimento mensal resultou da queda de 32,3% no preço médio de compra do derivado, de US$ 3,91/kg, que deixou o leite em pó estrangeiro mais competitivo no Brasil. O recuo nas cotações do derivado importado neste mês seguiu o movimento observado no mercado internacional, que foi motivado pela maior oferta na Nova Zelândia e Austrália e preço mais vantajoso dos lácteos europeus, segundo dados do USDA. Representando 81,6% do total de lácteos importados pelo Brasil, as compras de leite em pó da Argentina corresponderam a 55,6% do total adquirido, enquanto as uruguaias representaram 41,6% e as chilenas, 2,8%. Contudo, a alta nas aquisições de leite em pó não elevou o volume total de lácteos importados em novembro, pois houve relevante queda (41%) nas compras externas de queijos (que corresponderam a 17,4% do total de lácteos importado). Além disso, as quantidades negociadas de soro de leite, doce de leite e manteiga também recuaram, 38%, 6% e 43% respectivamente. Assim, foram importados 71,8 milhões de litros em equivalente leite neste mês, apenas 1% acima do registrado em outubro, mas 7% abaixo se comparado com o mesmo período do ano passado. Já as exportações de lácteos, de 35,6 milhões de litros em equivalente leite, apresentaram redução de 18% frente a outubro, mas representam o dobro do volume negociado em novembro/13. Isso porque houve recuo nas vendas externas de praticamente todos os produtos da pauta de exportações brasileiras de lácteos, em especial dos dois principais: leite em pó (22%) e leite condensado (19%), que representaram 73% e 15% do total embarcado no mês. Também registraram quedas os queijos (8%), leite fluido (9%), creme de leite (7%), iogurtes (10%) e soro de leite (35%). Contudo, as altas nas vendas de leite modificado e manteiga limitaram a redução do total embarcado pelo País. Praticamente todo o leite em pó brasileiro foi vendido para a Venezuela, sendo negociado à média de US$ 5,75/kg, com valorização de 0,5% frente a outubro. Entretanto, no geral, as vendas de lácteos em novembro tiveram destinos mais diversificados do que em meses anteriores. Ainda que a Venezuela tenha se mantido como o principal comprador dos lácteos brasileiros (sendo o destino de 74,3% dos embarques), Angola, Chile, Arábia Saudita e Egito elevaram suas compras e participaram com 4,68%, 3,65%, 2,71% e 2,63%, respectivamente. Mercado Internacional – De acordo com o USDA, em novembro, a produção de leite na Austrália, Nova Zelândia e Europa começou apresentar queda pela aproximação do início da entressafra. Ainda assim, a produção nestes países já superou o volume registrado no mesmo período do ano passado. Com maior oferta de leite, os preços pagos ao produtor caíram nesta temporada em relação à anterior. Como consequência, na Nova Zelândia, alguns produtores estão abrindo mão de alimentação suplementar a fim de encurtar a temporada. Além disso, para tentar reduzir os prejuízos, algumas cooperativas elevaram o processamento de leite em pó e UHT. Na Europa, a desvalorização do Euro frente ao dólar em novembro colaborou para a maior competitividade dos produtos lácteos europeus. IPE-L/Cepea – O do Índice de Preços de Exportação de Lácteos do Cepea (IPE-L) registrou média de US$ 4,85/kg em novembro, recuo de 1,9% frente ao mês anterior (em Reais, a média foi de R$ 12,39/kg, alta de 2,2% na mesma comparação). Mesmo com a valorização de 4,2% do dólar frente ao Real (média de R$ 2,55/US$), a queda se justifica pela menor participação do leite em pó no índice (recuo de 5,9% de outubro para novembro). Além disso, a desvalorização do leite condensado (-1%), soro de leite (-21,6%), manteiga (-14,6%), queijos (-3,6%) e doce de leite (-8,3%), que juntos correspondem a 33,4% da participação do IPE-L, também contribuiu para a queda.

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