CPT - Centro de Produções Técnicas

O leite longa vida, mais conhecido como ‘leite de caixinha’, está mais barato nos supermercados de Guarapuava, na região central do Paraná. Em um dos locais, o litro do produto pode ser comprado a R$ 1,59. A queda de 6% no valor não é de hoje, de acordo com responsáveis pelas compras dos supermercados – o que é uma boa notícia para o consumidor. A explicação para os baixos preços vem do campo, onde ficam os principais prejudicados pelo custo mais barato do item. O responsável por comprar leite dos fornecedores de um supermercado da cidade, Diheik Kreskiuski, afirma que paga mais barato pelo produto desde setembro de 2014. “Com o preço baixo, foi possível fazer estoque nas prateleiras com o leite longa vida e, assim, proporcionar um preço mais barato ao consumidor”, explica. <b>Prejudicados</b> A estocagem prejudicou, diretamente, o comércio do leite fresco, vendido em saquinhos. “O que está influenciando a nossa comercialização não é tanto o preço da matéria-prima em si. O que está influenciando é o baixo preço que o leite longa vida atingiu. O estoque do produto que está sendo desovado no mercado é o que está atrapalhando nossas vendas”, conta o dono de laticínio Renato Mocellin Lopes. O produtor de leite José Toledo Pacheco também se diz prejudicado. A baixa no preço do leite longa vida se deve à época de chuvas, que faz o pasto crescer. Assim, a produção do rebanho também tem aumento. Tempo de fartura do produto, mas de prejuízo para o produtor. “Se o leite baixa, a ração não baixa. Quando o leite estava a R$ 0,78 em 2013 era melhor do que o preço que está agora. Antes, a ração era mais barata, custava em torno de R$ 26. Hoje, já subiu para R$ 36”, declara. Nas propriedades rurais, os produtores estão recebendo quase R$ 0,20 a menos em comparação ao mesmo semestre do ano passado. Em uma das cooperativas da cidade, o preço pago ao produtor em janeiro variou de R$ 0,80 a R$ 1,07. Segundo o presidente, Rodrigo de Bastos, o cenário deve ser diferente a partir dos meses seguintes. “Com certeza o valor pago a eles irá subir. Acontece todo ano. A medida que o volume de leite cai no Brasil, os preços voltam ao normal”, acredita.

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