CPT - Centro de Produções Técnicas

O PIB (Produto Interno Bruto) do Agronegócio mineiro em 2014 foi de R$ 162,943 bilhões. Desse valor, estima-se que R$ 85,563 bilhões (52,51%) venham da pecuária e R$ 77,380 bilhões (47,49%), da agricultura. O índice do setor avançou 0,39% em dezembro, fechando o ano com crescimento de 7,51%. Dessa forma, Minas Gerais aumentou sua participação no PIB do Agronegócio nacional, estimada em 13,8%. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela pecuária, que encerrou o ano com alta de 17,42%, sendo 1,23% em dezembro. Por outro lado, a agricultura registrou baixa de 1,67%. “Tivemos aumento consolidado dos preços da pecuária de corte em função de menor oferta e aumento das exportações. Outro fator foi a seca que atingiu o estado a partir de 2013, prejudicou as pastagens e o desenvolvimento dos bezerros”, analisou a coordenadora da Assessoria Técnica da FAEMG, Aline Veloso. Crescimento – Nas atividades primárias, a expectativa otimista para o ano se confirmou em dezembro, notadamente para bovinos de corte, com crescimento no faturamento esperado de 24,37% para machos e, 36,93% para fêmeas. A atividade leiteira também se destacou, com aumento de 15,56% no faturamento. E os suínos, com alta de 10,29%. Este cenário foi confirmado graças à consolidação dos mercados interno e externo. Na agricultura, as cotações médias apresentaram elevação de 0,59% em dezembro. Entretanto, a produção sofreu queda quando comparada com a safra 2013. O café continua como produto de maior representatividade na agricultura do estado e, devido à seca, teve queda na produção e cotações mais elevadas, com alta de 37,31% ao longo do ano, apresentando rentabilidade positiva. Recuo – As demais culturas recuaram no comparativo anual. No caso do feijão, tomate, mandioca e algodão, os baixos preços ao longo do ano resultaram em participação negativa no PIB. Enquanto que para o arroz e o carvão vegetal, a baixa resultou da queda de produção: “Em 2014 as condições climáticas foram o foco do setor durante muito tempo causando, inclusive, queda de produção em algumas regiões. Ainda assim, devido à expectativa de safras internacionais volumosas, as cotações de milho e soja também foram pressionadas para baixo”, analisou Aline. Em relação à agroindústria, o cenário em dezembro foi de variação negativa (-0,34%), impulsionada principalmente pelo desempenho do segmento agrícola (-0,68%), frente à elevação verificada na pecuária (1,1%). Altas – Os segmentos básico e de distribuição apresentaram elevação de 1,25% e 0,5% respectivamente, enquanto insumos e indústria registraram perdas de 3,04% e 0,34% no mês. No acumulado de 2014, estima-se elevação para todos: 12,13% para básico, 1,86% para indústria, 1,56% para insumos e 7,57% para distribuição. Os dados foram levantados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da ESALQ/USP, com o apoio financeiro da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais) e da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais). <b>Preços pagos ao produtor seguem em alta</b> O IPR (Índice de Preços pagos ao Produtor Rural) de fevereiro manteve-se estável (alta de 0,01%). Entretanto, o feijão proporcionou maior renda, com alta de 19,44%; assim como a banana, 9,97% e o abacaxi, 4,7%. Mas a maior renda foi proporcionada pelo ovo, 35,87%, em função da maior demanda influenciada pelo período da quaresma. Produtos como suínos, boi gordo, batata e soja apresentaram variação negativa no mês. Em 2015, os preços nominais pagos aos produtores subiram 1,57% desde janeiro e 13,88% no acumulado dos últimos 12 meses. A seca que atingiu o estado fez com que os preços da maioria dos produtos se mantivessem elevados no período, explicou Aline Veloso: “As exportações também pressionaram os preços para cima, principalmente na pecuária”. <b>Expectativa positiva</b> A estimativa para o VBP (Valor Bruto de Produção) é de R$ 51,6 bilhões, alta de 6% ante 2014: “Esse incremento é justificado pelas variações positivas dos preços de produtos como cebola (85%), batata (70,3%), feijão (36,7%), banana (16,2%), café (14%), abacaxi (8,3%), laranja (7,4%), milho (5%) e sorgo (4,1%). Com relação à produção, o crescimento foi em culturas como abacaxi, laranja, banana e soja”. A alta é justificada, principalmente, pelo setor agrícola que cresceu 11,8% enquanto o setor pecuário teve queda de 1,1%. Entretanto, o IBGE ainda não divulgou os dados da produção pecuária, que podem alterar esse cenário. Para a coordenadora, os preços da bovinocultura de corte apresentam tendência de alta devido à restrição de oferta de animais na maioria das regiões produtoras.

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