CPT - Centro de Produções Técnicas

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro avançou 0,84% em junho, elevando em 4,74% o crescimento acumulado nos primeiros seis meses de 2014. Com o resultado, a expectativa é que o PIB do agronegócio encerre 2014 com renda estimada em R$ 157,2 bilhões. Pela primeira vez, a participação da pecuária na composição do PIB do agronegócio de Minas Gerais superou a agricultura. Do valor total, estima-se que R$ 79,07 bilhões ou 50,27% sejam provenientes da pecuária e R$ 78,21 bilhões ou 49,73% resultem da agricultura. A estiagem atípica que interferiu, principalmente, nos produtos agrícolas é a justificativa para a queda na participação. Com o avanço no resultado semestral, Minas Gerais aumentou a participação no PIB do agronegócio nacional, passando de 12,98%, em 2013, para 13,38% em 2014. O PIB do agronegócio mineiro é calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com financiamento da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). De acordo com o assessor técnico da Seapa, Victor Soares Lopes, o impacto da seca foi muito forte no desempenho da agricultura, o que interferiu na participação do segmento na composição estadual. "Pela primeira vez na história, o PIB da pecuária superou a agricultura em Minas Gerais. Mesmo com o aumento significativo nos preços de alguns produtos agrícolas, como o café, a perda em volume foi significativa impactando nos resultados. Já na pecuária, os impactos foram menos expressivos e o aumento dos preços de importantes produtos, como os bovinos, contribuíram para o melhor resultado", explicou Lopes. Segundo o relatório do PIB, a pecuária mineira encerrou junho com alta de 1,75%, o que elevou para 10,5% a estimativa de crescimento anual do segmento. De acordo com o Cepea, em todos os setores acompanhados na pecuária (bovinos, frango, leite, ovos e suínos) há a perspectiva de aumento nos volumes produzidos. Porém, frango e ovos apresentam perda de receita, em função da retração nas cotações na comparação com o mesmo período do ano anterior (janeiro a junho 2014/2013). Nos dados abaixo, o volume produtivo foi calculado de acordo com as previsões de produção e estimativas de safra para o ano de 2014. Os preços levados em conta são referentes aos praticados entre janeiro e junho, que dão base para a composição do faturamento anual. Bovinos – A expectativa para o restante do ano é positiva, principalmente para os bovinos, que estão apresentando crescimento em faturamento acima de 30% (32,04% para machos e 39,35% para fêmeas). No caso dos bois, é esperado incremento de 15,13% na produção anual e de 14,69% nos valores praticados. Já para as vacas, a produção deve ficar 20,32% e, mesmo assim, os preços valorizaram 15,81% no primeiro semestre. No caso dos suínos, a alta esperada na produção em 2014 é de 8,54%, enquanto os preços encerraram o primeiro semestre com leve incremento de 0,81%, o que ampliou a renda do segmento em 9,42%. Na produção de leite, os pesquisadores do Cepea estimam um crescimento de 17,02% e uma alta de 4,49% em preços, o que elevou em 22,27% o faturamento esperado para o produto. Somente os resultados de frango e dos ovos foram negativo. No frango, a queda no faturamento foi estimada em 2,92%, impacto provocado pela desvalorização de 12,07% verificada nos preços e por uma produção 10,41% maior. Já nos ovos, o faturamento ficou 5,46% inferior, o preço caiu 6,45% e a produção ficou 1,06% superior. Segmento agrícola acumula perda de 0,51% Após apresentar uma pequena alta de 0,02% em maio de 2014, O PIB da agricultura mineira voltou a apresentar resultado negativo em junho. A queda de 0,06% elevou a retração acumulada no primeiro semestre para 0,51%, segundo dados do Cepea. O resultado negativo se deve, principalmente, à seca que prejudicou a produtividade de muitas culturas importantes. Dentre os produtos agrícolas, o café, principal item do agronegócio mineiro, encerrou os seis primeiros meses de 2014 com estimativa de queda de 13,93% na produção, o que elevou os preços em 20,09%, fazendo com que o faturamento ficasse 3,36% superior. Em relação à soja, a elevação dos preços (8,61%) sustentou a alta na renda da oleaginosa em 7,04%, enquanto a expectativa anual para a quantidade produzida ainda registra decréscimo de (1,45%). O faturamento com o algodão foi 10,62% maior para o ano, promovido pela elevação de 1,77% nas cotações e de 8,7% em volume. Para o milho, preço e produção apresentaram queda de 5,53% e 6,24%, respectivamente, fazendo com que a receita ficasse 11,42% menor. Em relação à cana-de-açúcar, estima-se queda de 2,88% na produção anual e recuo de 5,66% nos preços. Com isso, o faturamento ficará 8,38% menor. As demais culturas mineiras analisadas apresentaram retração na expectativa de faturamento anual: feijão (-41,70%); batata-inglesa (-40,55%); tomate (-26,46%); banana (-7,88%); arroz (-7,89%) e carvão vegetal (-1,61%).

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