CPT - Centro de Produções Técnicas

O Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio deverá crescer 2,8% em 2015. A projeção foi apresentada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP nesta terça-feira, 9. Para 2014, a expectativa de crescimento foi revisada para baixo e os pesquisadores esperam, no máximo, incremento de 2,6%. O crescimento projetado para o próximo ano exigirá que o agronegócio continue explorando seus ganhos de produtividade, sem depender apenas de impulsos da demanda. Isso porque a expectativa é de um mercado interno estagnado ou em fraca expansão na melhor das hipóteses, resultado do provável aumento do desemprego e de desaceleração dos salários. No mercado externo, perspectivas de menor liquidez e maiores juros internacionais indicam dólar mais valorizado e preços de commodities menores. Para o professor da Esalq/USP Geraldo Barros, coordenador do Cepea, uma característica dominante nos mercados em geral será a elevada volatilidade, decorrente das questões climáticas e também de fatores macroeconômicos. Bovinocultura de corte – Conforme os pesquisadores do Cepea, a menor oferta de carne em 2014 justificou valorizações significativas em todos os elos da cadeia e a tendência é que isso permaneça no ano que vem. Contudo, as cotações elevadas inibem o consumo, mas a expectativa é de que ele se mantenha em linha com os resultados deste ano em 2015. A situação de grandes produtores internacionais bem como a continuidade do embargo de parte da comunidade internacional à Rússia devem favorecer as vendas da carne brasileira, mesmo que haja dúvidas sobre o comportamento do câmbio no mercado interno. Leite – De acordo com o Cepea, o setor acena, desde já, para redução dos preços em 2015. Em todo o segundo semestre de 2014, os preços do leite ao produtor estão, em termos nominais, bem abaixo dos praticados em 2013; na virada do ano, aproximam-se mesmo dos de 2011. Isso é resultado do incremento de mais 10% na produção, o dobro da média de crescimento da produção anual de leite. Dessa forma, são baixistas as expectativas de preços também para os primeiros meses de 2015, o que desestimularia a produção. Na vertente da demanda, a perspectiva é de que o consumo interno dos principais lácteos continue crescente, ainda que a taxa menor que em 2014.

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