CPT - Centro de Produções Técnicas

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro ficou praticamente estagnado em março, com leve alta de 0,1% frente ao mês anterior. No primeiro trimestre, foi registrado crescimento de 1,57%. Com o desempenho, a expectativa é que a receita do setor encerre este ano em R$ 162,3 bilhões, o que, se confirmado, representará aumento da ordem de 1,5% sobre o resultado do ano passado em preços de hoje (R$ 159,8 bilhões). Do valor total do PIB do agronegócio mineiro estimado para 2015, projeta-se que R$ 88,1 bilhões ou 53,5% sejam gerados pela pecuária, enquanto que a agricultura deve responder por R$ 74,2 bilhões ou 46,5%. Os dados são calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). De acordo com o assessor técnico da Superintendência de Política e Economia Agrícola da Seapa, Victor Soares Lopes, o longo período de estiagem interferiu, principalmente, na produção primária do setor nos campos mineiros. "Mesmo assim, ainda que seja discreto, o PIB do agronegócio do Estado está crescendo e isso mostra que, quando olhamos para outros setores da economia, a atividade de agropecuária está se mantendo e as perspectivas são boas", afirma. A cadeia produtiva da agricultura apresentou queda de 0,84% em março ante fevereiro. Esse resultado reflete as retrações observadas em todos os segmentos que compõem o grupo: insumos (3,19%); indústria (0,54%); básico (1,12%) e serviços (0,67%). Pecuária – Para o setor pecuário, houve crescimento de 0,9% em março frente ao mês anterior. Foram apuradas evoluções de 1,08% nos segmentos básicos; de 0,63% na indústria e de 0,94% nos serviços. Dentro do grupo, apenas o de insumos recuou no mês, com redução de 0,57%, com base nas informações do Cepea. Para o segmento de insumos houve recuo mensal de 1,7%. Foram apuradas quedas de 3,19% para os agrícolas e de 0,57% para os pecuários. Mesmo com os resultados positivos de combustíveis e lubrificantes, com alta de 11,28% e alimentos para animais, com evolução de 0,94%, o desempenho foi pressionado pela baixa performance de fertilizantes e corretivos do solo, que chegaram a cair 30,89% em fevereiro na comparação com março. Para o grupo de combustíveis, o volume produzido no primeiro trimestre deste ano apresentou alta de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2014, enquanto as cotações subiram 5,28% em termos reais. Essa elevação nos preços reflete o aumento da tributação (PIS/Cofins) sobre a gasolina em fevereiro, além da atualização do valor de referência para a cobrança de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre combustíveis no Estado. <b>Agroindústria</b> O segmento industrial do agronegócio mineiro teve baixa de 0,33% em março, resultado do crescimento de 0,63% dos setores de base animal e da queda de 0,54% das atividades de processamento vegetal. Para a indústria do café, houve elevação real de preço (4,4%) no mês e queda na expectativa de produção anual (1,3%), que acompanha a menor produção de grão. O PIB do agronegócio de Minas Gerais, com base em cálculos de março deste ano, passou a ter participação de 13,33% no PIB nacional do setor, com leve alta em relação ao dado de 2014 (13,13%). Entre os segmentos, apenas o de insumos perdeu em participação, com queda de 0,55 pontos percentuais. O segmento básico e de serviços apresentou evolução de 0,41 ponto percentual e a indústria ficou praticamente estável.

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