CPT - Centro de Produções Técnicas

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro acumulou alta de 1,90% no primeiro semestre de 2014. Conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em junho o incremento foi de (0,11%). As perspectivas de aumento da produção para o conjunto das atividades agropecuárias e o maior patamar de preços na comparação entre os semestres (2014/2013) explicam o resultado do setor. As atividades primárias da pecuária cresceram 1,24% em junho, elevando para 5,52% a expansão do segmento no acumulado do ano. Este resultado deve-se tanto à elevação dos preços, em 4,31% a.a., quanto à expectativa de produção, de 7,16% para o ano. Com cotações e volumes em alta, o faturamento da bovinocultura de corte e de leite cresceram 16,24% e 18,88% respectivamente no período. O desempenho refletiu o maior patamar de preços, na comparação com o primeiro semestre de 2013, e também a expetativa de crescimento para a produção no ano. Em junho, o preço do leite pago ao produtor registrou baixa de 0,73%, segundo dados do Cepea. Este cenário baixista, que já era esperado pelo setor, é reflexo do desaquecimento do mercado de derivados em maio e da produção de leite praticamente estável em junho. De acordo com colaboradores consultados, o atraso na chegada do frio, o menor crescimento da economia e os altos patamares de valores dos derivados influenciaram na redução do consumo de produtos lácteos. Do lado dos insumos, o recuo nos preços reais dos adubos, fertilizantes e das rações pressionou a margem de lucro destes setores. O faturamento da indústria de rações decresceu 1,68%, resultado que se explica pela queda de 3,70% nos preços, na comparação entre os semestres. No setor de fertilizantes a retração foi ainda mais expressiva (16,83% a.a.), mas, neste caso, a queda ocorreu tanto no volume produzido (10,16%), quanto nas cotações (7,42%). O segmento industrial apresentou o crescimento mais modesto no primeiro semestre de 2014, de apenas 0,10%. Entre as 13 agroindústrias analisadas, sete fecharam o período em queda, sendo a mais expressiva para a indústria de beneficiamento de produtos vegetais (3,31% no semestre). Por outro lado, as indústrias de abate e lacticínios cresceram 4,77% e 4,71% respectivamente. A desaceleração dos preços agropecuários marcou o fim do primeiro semestre de 2014, mas, ainda assim, o cenário se manteve positivo na comparação com 2013. Paralelamente, os insumos seguiram desvalorizados, diminuindo a pressão desses custos sobre as margens do produtor.

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