CPT - Centro de Produções Técnicas

A queda significativa de 9,45% na captação de leite em Minas Gerais, ao longo de março, fez com que os preços pagos aos pecuaristas em abril apresentassem alta de 3,84% frente ao mês anterior, com o litro do leite negociado, na média líquida, a R$ 0,90. Essa foi a terceira alta consecutiva registrada no Estado. Para o pagamento de maio, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, impulso que virá do período de entressafra, o que restringe a oferta de matéria-prima. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O início da entressafra nos demais estados produtores do País foi a principal justificativa para a redução da oferta e valorização do leite. De acordo com o Cepea, a captação do leite pelos laticínios e cooperativas apresentou queda em todos os estados acompanhados. De fevereiro para março, houve redução de 6,62% no Índice de Captação de Leite do Cepea (Icap-l). Minas Gerais e São Paulo registraram as retrações mais significativas, de 9,45% e de 8,9%, respectivamente, seguidos pelo Paraná (6,26%), Goiás (5,82%), Santa Catarina (4,79%), Rio Grande do Sul (2,33%) e Bahia (2,19%). Na média Brasil, composta pelos resultados dos estados citados acima, o preço do leite recebido pelo produtor aumentou pelo segundo mês consecutivo. Em abril, a média Brasil líquida foi de R$ 0,89 por litro, aumento de 3,9 centavos por litro ou de 4,5% em relação a março. No mesmo período, o preço bruto teve média de R$ 0,97 por litro, valor 4,4% superior ao do mês anterior, mas 15,9% abaixo do de abril de 2014 em termos reais. Em Minas, o preço líqüido do leite variou entre R$ 0,74 e R$ 1,03, fazendo com que a média ficasse em R$ 0,90 por litro, aumento de 3,84% frente aos valores praticados em março. Os valores brutos do litro de leite variaram de R$ 0,82 a R$ 1,12, compondo uma média de R$ 0,986. O aumento no valor bruto ficou em 3,68% frente ao mês anterior. Das cinco regiões pesquisadas no Estado, somente no Vale do Rio Doce foi apurada pequena queda nos preços pagos aos pecuaristas. Segundo o Cepea, o litro de leite foi negociado na média líquida a R$ 1,03, retração de 0,37% frente a março. Com uma redução de 0,3% no preço bruto, a cotação do produto encerrou abril em R$ 1,13. A maior alta foi verificada nos preços praticados no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Nessas regiões, a valorização chegou a 6,62% no preço líqüido e a 6,04% no valor bruto, com o litro de leite negociado a R$ 0,99 e R$ 1,07, respectivamente. No Sul e Sudoeste de Minas, os pecuaristas receberam na média bruta R$ 0,72 por litro de leite, aumento de 4,81% e R$ 0,65 na média liquida, elevação de 4,46%. Na Zona da Mata, a cotação do leite variou entre as médias bruta de R$ 0,86 e líquida de R$ 0,79, alta de 3,12% e 3,41%, respectivamente. O litro de leite na Região Metropolitana de Belo Horizonte encerrou abril cotado, em média líquida, a R$ 0,79, aumento de 3,41%. A média bruta, R$ 0,864, valorizou 3,12% em abril frente a maio. De acordo com os pesquisadores do Cepea, para maio, a expectativa é de manutenção da alta nos preços, porém, a evolução deve ter índices menos significativos. Dos laticínios e cooperativas consultados pela instituição, 71%, que representam 65,9% do volume amostrado, acreditam em nova alta nos preços do leite em maio, enquanto o restante, 28,5%, que representam 34,1% do volume, espera estabilidade nas cotações. Nenhum dos colaboradores consultados estima queda de preços para o próximo mês. A expectativa de aumento se deve ao período de entressafra.

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